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29/08/2014

Treinar o corpo protege o coração e a mente

Redação do Diário da Saúde

Os exercícios normalmente recomendados para melhorar nossa saúde cardiovascular podem também nos proteger dos danos cognitivos que surgem com a idade.

"Nós descobrimos que os adultos mais velhos, cujas aortas estavam em melhores condições e que tinham maior aptidão aeróbica saem-se melhor em um teste cognitivo. Por isso acreditamos que a preservação da elasticidade dos vasos [sanguíneos] pode ser um dos mecanismos que fazem com que os exercícios retardem o envelhecimento cognitivo," explicou a Dra. Claudine Gauthier, da Universidade de Montreal (Canadá).

"As artérias do nosso corpo endurecem com a idade, e acredita-se que o endurecimento dos vasos sanguíneos comece na aorta, o vaso principal que sai do coração, antes de chegar ao cérebro. De fato, o endurecimento pode contribuir para as alterações cognitivas que ocorrem durante um período de tempo semelhante," acrescentou Gauthier.

Mecanismos mais complexos

Os pesquisadores analisaram 31 pessoas com idades entre 18 e 30 anos, e 54 participantes com idades entre 55 e 75 anos, o que permitiu comparar os participantes dentro de sua faixa etária e em relação à outra faixa de idade.

A aptidão física foi testada em um equipamento de ginástica, e as capacidades cognitivas foram avaliadas com o Teste de Stroop, um teste que consiste em ler o nome de uma cor que é impresso em uma cor diferente (a palavra azul escrita em amarelo, por exemplo).

Os resultados demonstraram quedas no desempenho associadas à idade na função executiva, na elasticidade da aorta e na aptidão cardiorrespiratória.

Foram documentadas também uma ligação entre a saúde vascular e a função cerebral e uma associação positiva entre o condicionamento aeróbico e a função cerebral.

"Embora o impacto da aptidão física na vasculatura cerebral possa envolver outros mecanismos mais complexos, estes resultados dão suporte à hipótese de que o estilo de vida ajuda a manter a elasticidade das artérias, prevenindo assim danos cerebrovasculares e resultando na preservação das habilidades cognitivas mais tarde na vida," disse a pesquisadora.


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