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16/06/2014

Megaeventos como a Copa facilitam trocas de vírus e bactérias entre países

Com informações da Fiocruz

A Copa do Mundo, além de reunir as melhores seleções de futebol do planeta para jogos em 12 cidades brasileiras, atraiu milhares de turistas de todos os continentes.

Além da integração nas competições, isso resulta em um aspecto não tão saudável: é que os megaeventos aumentam a possibilidade de circulação de agentes infecciosos (vírus e bactérias) entre os países.

O aumento da circulação internacional de patógenos já é um fenômeno corrente, impulsionado pela facilidade de mobilidade humana. Durante grandes eventos, esse fluxo é intensificado.

"No passado, qualquer pessoa demorava 3 meses para fazer uma grande viagem e, se estivesse doente, manifestaria os sintomas durante o percurso. Com isso, as outras pessoas tomariam precauções para não se contaminarem. Atualmente, a pessoa cruza o oceano em um dia e só vai descobrir a doença depois de já estar há algum tempo no seu destino," comenta o médico Marcellus Costa, do Centro de Referência em Imunobiológicos Especiais e em Medicina de Viagem (Crie) da Fiocruz.

Para evitar contaminações, Marcellus Costa dá algumas dicas para brasileiros e estrangeiros:

  • Lavar as mãos regularmente;
  • Manter as mãos higienizadas com álcool gel;
  • Ingerir apenas alimentos cozidos e que não estejam em exposição por muito tempo;
  • No caso de bebidas frias, preferir as manufaturadas (suco de caixa ou lata, água mineral, refrigerantes);
  • No caso de bebidas quentes, observar se vêm com alguma fumaça. Se vierem, podem ser consumidas, porque a temperatura é maior do que 60°C, o que é suficiente para matar a maioria dos agentes infecciosos;
  • Se for para regiões de malária ou com surto de dengue, lembrar de usar repelente;
  • Fazer sexo seguro sempre; e
  • Manter a carteira de vacinação em dia.

Cuidados com a alimentação são outro item importante na prevenção de contaminações e intoxicação e, para facilitar a avaliação a respeito de estabelecimentos que servem refeições em cada uma das cidades-sede, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criou uma categorização dos serviços de alimentação, com a criação de um selo para indicar a situação dos estabelecimentos em relação à qualidade.


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