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15/10/2014

Está na hora de um vestibular holístico para Medicina e Enfermagem?

Redação do Diário da Saúde

Vestibular holístico

Muitas faculdades e universidades nos Estados Unidos já substituíram o vestibular tradicional por um processo de admissão holística para selecionar estudantes.

A prática tornou-se mais popular na área da saúde, como Medicina e Enfermagem, pois permite que as escolas avaliem uma ampla gama de critérios importantes para o sucesso do aluno como médico ou enfermeiro, e selecionem indivíduos com as habilidades necessárias para lidar com cuidados à saúde - algo que apenas as notas de provas não conseguem captar.

No processo de "vestibular holístico", a universidade avalia experiências, expectativas e habilidades interpessoais do candidato, que são ponderadas em conjunto com as medidas tradicionais de desempenho acadêmico, como notas e resultados das provas.

Agora, acaba de ser realizado o primeiro estudo em grande escala para examinar a prevalência e a eficácia dessa admissão holística em várias disciplinas da área de saúde em universidades de todo o país. A pesquisa nacional foi patrocinada pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) e pela HRSA (Administração de Recursos e Serviços de Saúde).

Melhoria no desempenho acadêmico

Os resultados mostram que a maioria das escolas relata um aumento na diversidade de suas classes e nenhuma piora nas medidas de qualidade acadêmica, desempenho acadêmico dos alunos, ou retenção dos alunos.

Na verdade, quase 40% das escolas relataram que a média de avaliação acadêmica durante os cursos aumentou depois da introdução do vestibular holístico, enquanto 50% relataram que não houve alterações.

"Nosso estudo mostrou que a avaliação holística é uma prática de admissão muito promissora que não só aumentou o acesso para diversos estudantes, mas também admitiu alunos que se destacaram academicamente e que têm as qualidades certas para serem bem-sucedidos no mercado de trabalho," disse o Dr. Greer Glazer, da Escola de Enfermagem da Universidade de Cincinnati, que liderou o estudo.

"O que descobrimos é que as universidades podem ampliar o acesso ao ensino superior para alunos carentes, mantendo ou melhorando os padrões acadêmicos," disse o Dr. Peter McPherson, presidente da Associação de Universidades Públicas dos EUA.

"Esta é uma notícia entusiasmante para nós, porque nossas universidades estão procurando maneiras para ajudar alunos de todas as origens a ter sucesso, e esperamos que as nossas escolas de saúde em particular usem esse dado para recrutar e treinar uma força de trabalho de saúde que atenda às necessidades da comunidade e dos empregadores," finalizou ele.


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