Vírus da febre amarela sofre oito mutações

Mutações virais

Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz identificaram oito mutações em sequências genéticas do vírus da febre amarela que está causando o atual surto da doença.

As mutações estão associadas a proteínas envolvidas na forma como o vírus se multiplica.

A comprovação foi feita a partir dos primeiros sequenciamentos completos do genoma de amostras de dois macacos do tipo bugio encontrados em uma área de mata, no Espírito Santo, no fim de fevereiro deste ano.

Apesar das mutações, os cientistas afirmam que não há indícios de perda da eficiência da atual vacina, desenvolvida antes dessas mutações. Mas eles afirmam ser necessário pesquisar se as mutações tornariam o vírus mais agressivo.

"É uma vacina que já está sendo administrada há 80 anos e que é muito eficaz. A vacina vai proteger certamente. Um exemplo disso é que, em qualquer lugar do mundo em que tem variantes do vírus de febre amarela, a vacina protege com a mesma eficácia, então, em princípio não muda nada," disse a pesquisadora Myrna Bonaldo.

A equipe da Fiocruz pretende a seguir verificar de que forma a variação do vírus pode impactar na infecção em macacos, mosquitos e no homem, sobretudo quanto à eventual mudança na agressividade do vírus.


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