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25/10/2011

Voluntário altruísta vive mais, voluntário egoísta não

Redação do Diário da Saúde

Voluntários vivem mais

Pessoas que fazem doações - de tempo ou de dinheiro -, mas sobretudo as que se tornam voluntárias em serviços à comunidade, vivem mais.

Agora, um novo estudo demonstrou que o que realmente importa é a razão pela qual as pessoas se tornam voluntárias, e não o simples fato de ajudar ou doar.

As pessoas que se tornam voluntárias porque querem ajudar os outros vivem mais do que as pessoas que não são voluntárias.

Mas aquelas que se tornam voluntários em busca de algum tipo de benefício pessoal não vivem mais do que os não-voluntários.

Razões para ser voluntário

"Sabemos há muito tempo que o voluntariado pode ter benefícios não apenas para as pessoas que recebem ajuda, mas também para aquelas que doam seu tempo e energia," afirma Sara Konrath, da Universidade de Michigan (EUA).

"Olhando por cima, o voluntariado parece ser um ato puramente altruísta. Mas, na verdade, as pessoas voluntarizam por uma ampla variedade de razões, de sair da casa e conhecer pessoas novas a fazer algo bom para as pessoas que precisam de ajuda," diz a pesquisadora.

Sara e seus colegas analisaram dados de um estudo longitudinal que está acompanhando uma amostra aleatória de ex-estudantes da universidade desde que eles se formaram em 1957.

Os dados utilizados na análise incluíram 3.376 homens e mulheres com idade média de 65 anos. Nessa amostra, 57% dos entrevistados fizeram pelo menos um trabalho voluntário nos últimos 10 anos.

A taxa de falecimento entre os usuários voluntários foi de 2,3%, contra 4,3% dos não-voluntários.

Voluntários altruístas

Mas o que realmente fez a diferença foram os motivos das pessoas para o voluntariado.

Mesmo depois de controlar variáveis que podem afetar a mortalidade, como a saúde física, os pesquisadores descobriram que os motivos para o voluntariado ainda têm um forte efeito sobre a mortalidade.

Quanto mais fortes foram as razões voltadas para o bem dos outros, maior foi a probabilidade de que as pessoas estivessem vivas no final do estudo.

Aqueles que deram maior nota a motivos relacionados com o benefício pessoal tiveram uma chance menor de estarem vivos no final do estudo.

Na verdade, aqueles que se voluntariaram para benefícios pessoais tinham a mesma probabilidade de morrer do que aqueles que nunca foram voluntários.

Estas razões incluíam se voluntariar por gostar do contato social, para sair da casa, para escapar de seus próprios problemas ou para explorar suas próprias forças.

Voluntariar é uma decisão pessoal

"Nossa análise demonstra claramente a importância dos motivos quando se consideram os benefícios do voluntariado para a saúde," resume Sara.

Ela acredita que suas descobertas sugerem que pode ser uma má ideia incentivar as pessoas para se tornarem voluntárias argumentando que isto seria bom para elas.

"Claro, é razoável que os voluntários esperem alguns benefícios para si mesmos. Mas é irônico que os benefícios potenciais à saúde sejam significativamente reduzidos se o auto-benefício tornar-se o principal motivo de uma pessoa para se voluntariar."


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