Xenoestrogênios: aditivos usados em alimentos são perigosos à saúde

Xenoestrogênios: aditivos usados em alimentos são perigosos à saúde
Cientistas identificaram aditivos usados em alimentos que possuem efeitos similares ao estrogênio. Um dos aditivos é usado para conservação de camarões e peixes.
[Imagem: National Cancer Institute, Renee Comet]

Xenoestrogênios

Cientistas italianos desenvolveram um novo método rápido para identificar aditivos incluídos em alimentos que agem como os assim chamados "xenoestrogênios" - substâncias com efeito similares ao estrogênio e que estão levantando sérias preocupações internacionais sobre seus efeitos na saúde humana.

Os pesquisadores testaram o novo método em larga escala para avaliar os aditivos atualmente utilizados em alimentos e descobriram dois novos aditivos que até agora não se sabia apresentarem efeitos semelhantes ao estrogênio. A pesquisa foi publicada no último exemplar do jornal científico Chemical Research in Toxicology.

Efeitos dos xenoestrogênios sobre a saúde

No estudo, Pietro Cozzini e seus colegas salientam as crescentes preocupações sobre a identificação dessas substâncias e sobre seus possíveis efeitos sobre a saúde humana.

Os compostos químicos sintéticos que imitam o estrogênio natural (chamados xenoestrogênios, literalmente "estrogênios estrangeiros") têm sido ligados a uma grande variedade de efeitos colaterais que afetam a saúde.

Esses efeitos vão da redução na contagem de espermatozóides nos homens até um aumento no risco de câncer de mama nas mulheres.

Aditivos químicos em camarões e peixes

Os cientistas usaram o novo método para pesquisar uma base de dados de 1.500 aditivos químicos e verificaram que o método é capaz não apenas de identificar os xenoestrogênios conhecidos, como também identificar novas substâncias que apresentem o comportamento de xenoestrogênio.

Um dos novos xenoestrogênios descobertos é o propil galato, um conservante usado para evitar que óleos e gorduras se deteriorem. O outro é o 4-hexil-resorcinol, usado para evitar a descoloração de camarões e outros peixes.

"Alertas devem ser emitidos sobre o uso do propil galato e do 4-hexil-resorcinol como aditivos em produtos alimentícios," afirmam os pesquisadores.


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