21/07/2022

Calvície: Descoberta molécula que estimula o crescimento de cabelo

Redação do Diário da Saúde
Calvície: Descoberta molécula que estimula o crescimento de cabelo
A descoberta traz uma esperança de um tratamento mais eficaz contra a perda de cabelos. [Imagem: Yingzi Liu et al. - 10.1016/j.devcel.2022.06.005]

Esperança contra alopecia

Uma molécula de sinalização, chamada SCUBE3, estimula fortemente o crescimento do cabelo, o que a torna uma opção eficaz para um tratamento terapêutico para a alopecia androgenética, uma forma comum de perda de cabelo em mulheres e homens.

Embora seja bem conhecido que as células da papila dérmica desempenham um papel fundamental no controle do crescimento do cabelo, a base genética das moléculas ativadoras envolvidas ainda é pouco compreendida.

É aí que entra o papel da SCUBE3, revelado quando pesquisadores desvendaram o mecanismo preciso pelo qual os fibroblastos especializados em células da papila dérmica, na parte inferior de cada folículo piloso, promovem o crescimento de cada novo pelo.

"Em diferentes momentos durante o ciclo de vida do folículo piloso, as mesmas células da papila dérmica podem enviar sinais que ou mantêm os folículos adormecidos ou desencadeiam o crescimento de novos cabelos," explica o Dr. Maksim Plikus, da Universidade da Califórnia de Irvine. "Revelamos que a molécula de sinalização SCUBE3, que as células da papila dérmica produzem naturalmente, é o mensageiro usado para 'dizer' às células-tronco capilares vizinhas para começar a se dividir, o que anuncia o início o crescimento do novo cabelo".

A produção de moléculas ativadoras pelas células da papila dérmica é fundamental para o crescimento eficiente do cabelo. Nas pessoas com alopecia androgenética, as células da papila dérmica funcionam mal, reduzindo bastante as moléculas ativadoras, normalmente abundantes.

Crescimento de cabelo novo

Para fazer sua descoberta, os pesquisadores desenvolveram geneticamente um modelo de camundongo com células da papila dérmica hiperativadas e excesso de pelos, e fizeram implantes de couro cabeludo humano em outros animais.

Eles então injetaram SCUBE3 com alta precisão na pele dos camundongos, induzindo um novo crescimento de cabelos, tanto nos folículos humanos adormecidos quanto nos folículos do camundongo.

Em ambos os casos, o cabelo cresceu fortemente.

"Esses experimentos fornecem dados de prova de princípio de que a SCUBE3 ou moléculas derivadas podem ser uma terapêutica promissora para a perda de cabelo," disse o pesquisador Christian Guerrero-Juarez.

Atualmente, existem dois medicamentos no mercado - finasterida e minoxidil - que são aprovados para alopecia androgenética. A finasterida só é aprovada para uso em homens. Ambas as drogas não são universalmente eficazes, precisam ser tomadas diariamente para manter seu efeito clínico, e apresentam significativos casos de efeitos colaterais.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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