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28/04/2026 Emoções dos entes queridos influenciam processo de lutoRedação do Diário da Saúde![]()
A comunicação pós-morte com pessoas falecidas é uma prática comum entre adeptos de religiões que acreditam na reencarnação, mas só agora está entrando na prática científica.[Imagem: Diário da Saúde/Gerado por IA]
Comunicação espontânea após a morte Há pouco tempo, cientistas descobriram que a comunicação pós-morte tem forte efeito benéfico sobre o processo de luto, com a larga maioria dos indivíduos que vivenciaram esse tipo de comunicação com cônjuges falecidos considerando a prática como reconfortante e útil. A equipe decidiu então ampliar o estudo, coletando experiências de vários países para investigar comunicações espontâneas após a morte, na tentativa de compreender melhor como os envolvidos percebem o estado emocional dos falecidos e de que forma essa percepção influencia o seu processo de luto. Uma comunicação espontânea após a morte (CEAM) ocorre quando alguém percebe inesperadamente um falecido através dos sentidos. Em muitos casos, pode não haver uma percepção sensorial completa, sendo apenas relatado o sentimento da presença da pessoa falecida. Essas experiências podem surgir em vários estados de consciência: Acordado, dormindo, ao adormecer ou ao despertar. Os dados confirmaram os resultados anteriores, mostrando que essas experiências são tipicamente descritas como transformadoras, com potencial para aliviar a sensação de perda, mas também estenderam aqueles resultados iniciais, revelando que as comunicações não apenas reforçam os laços emocionais com quem partiu, como também fortalecem a esperança e até mesmo redefinem a relação da pessoa com a morte. ![]() Conheça a ciência das experiências de quase morte. [Imagem: Tumisu/Pixabay] Emoções positivas ou melhorando A literatura científica indica que as CEAMs (comunicações espontâneas após a morte) têm um caráter universal e atravessam culturas e épocas, sugerindo tratar-se de uma capacidade humana inata. Relatos dessas comunicações espontâneas remontam aos mais antigos registros históricos, tendo sido documentados em todos os continentes, sendo elas mais de duas vezes mais comuns entre os enlutados. O conhecimento sobre as CEAMs avançou nos últimos anos, sobretudo quanto aos efeitos positivos que podem ter no processo de luto. Para ampliar esse conhecimento, uma equipe internacional, financiada pela Fundação Bial (Portugal), aplicou 1.311 questionários em seis idiomas, entre 2018 e 2024, para avaliar como os participantes percebem um ente querido falecido através de vários canais sensoriais ou da simples sensação de presença. Cerca de 75% dos entrevistados afirmaram ter detectado algum estado emocional no falecido, com predomínio claro de estados emocionais positivos, incluindo calma e paz (45%), felicidade radiante (30%), intenção de confortar (45%) e compaixão (26%). Estados emocionais negativos foram mais raros: tristeza (11%), agitação (6%), medo (3%) e ameaça (2%). Alguns relatos indicam que certas figuras falecidas pareciam inicialmente desorientadas ou perturbadas, o que podia ser doloroso para quem recebia o contato. Ainda assim, em casos com múltiplas CEAMs com a mesma pessoa, observou-se uma evolução para estados mais positivos. ![]() Outras pesquisas já haviam mostrado que as experiências de quase morte são mais comuns do que se imagina, além de mostrar que elas variam bastante entre as pessoas em termos de sensações e experiências. [Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay] Eu acredito Outro elemento importante documentado pelos pesquisadores foi a convicção na autenticidade da experiência por parte dos participantes: Entre 73% e 77% acreditaram no contato logo após o evento, uma certeza que aumentou para 83% a 90% com o tempo. Esta percepção de "realidade" revelou-se crucial para a eficácia emocional do evento de comunicação em relação ao luto, com muitos participantes relatando menor dor, diminuição do medo da morte e um sentimento renovado de ligação com o ente que se foi. "O estado de espírito do falecido foi percebido como predominantemente positivo pelos participantes da nossa investigação, o que facilitou o seu processo de luto," resumiu a professora Evelyn Elsaesser, salientando que, independentemente da sua natureza subjetiva, "as CEAMs são vividas como experiências profundamente significativas, transformadoras e com potencial para aliviar o luto, reforçar a esperança e reconfigurar a relação do indivíduo com a morte e com quem partiu". Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br URL: A informação disponível neste site é estritamente jornalística, não substituindo o parecer médico profissional. Sempre consulte o seu médico sobre qualquer assunto relativo à sua saúde e aos seus tratamentos e medicamentos. |
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