11/02/2020

Fingir emoções no trabalho faz mais mal do que bem

Redação do Diário da Saúde
Fingir emoções no trabalho faz mais mal do que bem
Outros estudos já mostraram os mecanismos pelos quais o comportamento desonesto prejudica a própria pessoa.[Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay]

Cara e coração

A ideia de que alguém pode fingir uma atitude positiva para obter benefícios na vida real geralmente sai pela culatra - pelo menos quando o truque é usado com colegas de trabalho.

Já quem tenta ser genuinamente positivo com seus colegas de trabalho colhe benefícios significativos.

A conclusão é de psicólogos que analisaram dois tipos de regulação emocional que as pessoas usam no trabalho: ação superficial e ação profunda.

"A atuação superficial envolve fingir sua aparência para outras pessoas. Por dentro, você pode estar chateado ou frustrado, mas, do lado de fora, você está dando o seu melhor para tentar ser agradável ou positivo.

"A atuação profunda, por sua vez, envolve tentar mudar a maneira como você se sente por dentro. Quando você está atuando profundamente, está realmente tentando alinhar como se sente com a forma como interage com outras pessoas," explicou a professora Allison Gabriel, da Universidade do Arizona.

Controle das emoções

Os pesquisadores entrevistaram adultos que trabalham em uma ampla variedade de setores, incluindo educação, indústria, engenharia e serviços financeiros.

Quando se trata de regular emoções com colegas de trabalho, emergiram quatro tipos de pessoas:

  • Não-atores, aqueles envolvidos em níveis insignificantes de ação superficial e profunda;
  • Atores com pouca atuação, aqueles apresentando ligeiramente mais atuação superficial do que ação profunda;
  • Atores profundos, aqueles apresentando os níveis mais altos de ação profunda e baixos níveis de ação superficial;
  • Reguladores, aqueles apresentando altos níveis tanto de ação superficial como de ação profunda.

Os pesquisadores identificaram vários fatores para que as pessoas se envolvessem na regulação da emoção e os classificaram em duas categorias: pró-social e gerenciamento de impressões. As motivações pró-sociais incluem querer ser um bom colega de trabalho e cultivar relacionamentos positivos. Os motivos do gerenciamento de impressões são mais estratégicos e incluem o acesso a recursos ou ter boa aparência na frente de colegas e supervisores.

Fingir emoções no trabalho faz mais mal do que bem
E não se esqueça de que suas atitudes em relação aos outros também são contagiosas.
[Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay]

Ação sincera traz mais benefícios

Os pesquisadores descobriram que os reguladores, em particular, são motivados pelo gerenciamento de impressões, enquanto os atores profundos são significativamente mais propensos a serem motivados por preocupações pró-sociais.

Isto significa que os atores profundos estão optando por regular suas emoções com os colegas de trabalho para promover relações positivas de trabalho, em vez de serem motivados na tentativa de obter acesso a mais recursos.

"O principal argumento," disse Gabriel, "é que os atores profundos - aqueles que realmente estão tentando ser positivos com seus colegas de trabalho - fazem isso por razões pró-sociais e obtêm benefícios significativos desses esforços".

Esses benefícios incluem receber níveis significativamente mais altos de apoio dos colegas de trabalho, como ajuda com cargas de trabalho e ofertas de aconselhamento. Os atores profundos também relataram níveis significativamente mais altos de progresso em seus objetivos de trabalho e confiança em seus colegas de trabalho do que nos outros três grupos.

Os dados também mostraram que a mistura de altos níveis de ação superficial e profunda resultou em tensão física e mental para quem tentou desempenhar esses papéis.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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