10/03/2020

Nozes retardam declínio cognitivo em idosos com risco de demência

Redação do Diário da Saúde
Nozes retardam declínio cognitivo em idosos com risco de demência
Recentemente se descobriu que as nozes melhoram a saúde atuando sobre as bactérias benéficas no intestino.[Imagem: California Walnut Commission]

Idosos em situação de risco

Comer nozes pode ajudar a diminuir o declínio cognitivo em grupos de risco da população idosa.

Apesar dos ótimos resultados recentes sobre efeitos das nozes sobre o coração e sobre a pressão arterial, Aleix Sala-Vila e seus colegas da Universidade Loma Linda (EUA) descobriram que o consumo de nozes por adultos e idosos saudáveis teve pouco efeito sobre a função cognitiva ao longo de dois anos.

Mas benefícios significativos apareceram em idosos que fumavam e apresentavam escores basais mais baixos nos testes neuropsicológicos, justamente uma população de risco para os problemas cognitivos e demências.

Foram examinados quase 640 idosos na Califórnia (EUA) e em Barcelona (Espanha). Por dois anos, o grupo incluiu nozes em sua dieta diária, enquanto um grupo de controle se absteve de comer nozes.

"Embora este seja um resultado pequeno, ele pode levar a melhores resultados quando realizado por períodos mais longos," disse a professora Joan Sabaté. "É definitivamente necessário fazer uma investigação mais aprofundada com base em nossos resultados, especialmente para populações desfavorecidas, que podem ter mais a ganhar com a incorporação de nozes e outras castanhas em sua dieta".

Interesses

Joan Sabaté e sua equipe de pesquisa foram os primeiros a descobrir o efeito redutor do colesterol no consumo de castanhas, especificamente das nozes - as descobertas foram publicadas pela primeira vez no New England Journal of Medicine em 1993.

Posteriormente, várias pesquisas têm associado o consumo de nozes ao menor risco de doenças cardiovasculares.

As nozes contêm ácidos graxos ômega-3 e polifenóis, que combatem o estresse oxidativo e a inflamação.

Este novo estudo foi financiado por uma bolsa da California Walnut Commission, que difunde o consumo das nozes, embora os pesquisadores afirmem que a entidade não teve nenhuma contribuição no projeto do estudo, na coleta de dados, em suas análises ou na redação e envio do artigo científico.

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

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