
Pensamento calculista
Pessoas que tendem a analisar experiências como problemas matemáticos de custo-benefício são mais propensas a ignorar regras morais.
Isto tem implicações claras, com o excessivo racionalismo mostrando-se associado a uma maior disposição para fazer concessões éticas em troca de dinheiro ou status, bem como a aceitar ajuda imoral quando isso traz benefícios pessoais.
Estas conclusões foram confirmadas em três estudos, sendo dois baseados em questionários e um experimental, envolvendo principalmente adultos jovens com alto nível de escolaridade.
Os resultados mostram que reduzir o pensamento calculista do custo-benefício em contextos organizacionais e interpessoais pode ajudar a prevenir concessões éticas. Ou seja, gestores, gerentes e os próprios indivíduos devem ter cautela ao enquadrar decisões sociais e morais em termos de eficiência, focando apenas no quanto algo vai lhe custar e no quanto promete lhe trazer de lucro.
"Uma mentalidade calculista pode ser útil quando as pessoas precisam ponderar custos e benefícios, mas nossas descobertas sugerem que aplicar essa forma de pensar de maneira muito ampla também pode facilitar o desapego psicológico de preocupações morais. Isso destaca a importância de preservar considerações morais e relacionais quando as decisões envolvem potenciais ganhos pessoais," disse a professora Mingzheng Wu, da Universidade de Zhejiang (China).
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