
Eletrodos confortáveis
Um novo sensor de monitoramento cardíaco se adapta à pele, é confortável e pode ser usado naturalmente conforme as pessoas se movimentam em seu dia a dia. E a nova tecnologia pode ser fabricada usando processos já existentes na indústria.
"Pacientes frequentemente precisam usar dispositivos para registrar dados de eletrocardiograma (ECG) que podem ser usados para diagnosticar uma doença, monitorar a progressão da recuperação ou da doença, e assim por diante," comentou Kirstie Queener, da Universidade Estadual da Carolina do Norte (EUA). "No entanto, esse processo pode levar horas, ou até dias, e a tecnologia existente apresenta alguns desafios. Por exemplo, os sensores atuais precisam ser fixados com um adesivo que pode irritar a pele do paciente. As tecnologias existentes também exigem a aplicação de gel no paciente para que o eletrodo receba um sinal nítido, e o sinal se degrada à medida que o gel seca."
Para superar esses inconvenientes, a equipe partiu de um polímero chamado POMaC, que possui todas as propriedades mecânicas desejáveis para essa aplicação, mas não apresentava as propriedades elétricas necessárias para torná-lo um eletrodo funcional. Para isso, o polímero recebeu dois elementos adicionais, um polímero eletricamente condutor e um surfactante.
Essa mistura pode então ser aplicada por serigrafia ou moldada, dependendo do formato do eletrodo necessário para uma determinada aplicação. O material pode então ser "curado", quando se torna um sólido elástico.
"O produto final é uma matriz condutora, o que o torna altamente funcional como eletrodo capaz de captar sinais de ECG," disse Queener. "Ele também é moldado de acordo com nossas especificações, possui adesão suficiente para grudar na pele, suporta o peso dos fios necessários para transmitir as leituras ao dispositivo que registra o ECG e pode ser removido posteriormente sem causar irritação."

Testes
Nos testes de prova de conceito, os novos eletrodos apresentaram desempenho comparável às tecnologias de monitoramento de ECG existentes.
"Na verdade, testamos os novos eletrodos usando duas tecnologias diferentes: Um dispositivo de ECG comercial, como os usados em muitos ambientes de saúde ou para monitoramento de longo prazo em casa; e um adesivo experimental que estamos desenvolvendo, capaz de transmitir dados de ECG sem fio," contou o professor Michael Daniele. "Eles funcionaram bem com ambos os dispositivos, o que reforça a versatilidade - e a utilidade - desses eletrodos."
Dada essa versatilidade, a equipe afirma que os novos eletrodos poderão ser usados em diversas outras aplicações de saúde, biomédicas e até na robótica.
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