
Sensor de pele invisível
Um novo adesivo fino, flexível e virtualmente transparente promete acabar com o constrangimento no uso não apenas de curativos, mas também dos promissores monitores de saúde.
Os sensores de saúde vestíveis estão se tornando cada vez mais comuns, mas as versões atuais ainda são desconfortáveis de usar: Dispositivos presos ao rosto ou outras partes visíveis do corpo chamam a atenção, induzindo perguntas indiscretas, associadas com preocupações e timidez a ponto de influenciar os próprios sinais que devem ser monitorados, como os batimentos cardíacos, o suor etc.
Para eliminar esses constrangimentos, Yijun Liu e colegas da Universidade de Tóquio (Japão) desenvolveram sensores vestíveis ultrafinos que se integram perfeitamente à pele, reduzindo o desconforto e chamando menos atenção.
A nova tecnologia consegue medir sinais biológicos sem ser detectada a olho nu ou mesmo pelo tato, permitindo que o monitoramento ocorra em condições mais naturais.
"Para realmente integrar os dispositivos eletrônicos vestíveis à vida cotidiana, eles precisam se tornar imperceptíveis," comentou o professor Naoji Matsuhisa. "As pessoas devem poder usar sensores sem se sentirem observadas, julgadas ou desconfortáveis."

Desempenho melhor que o esperado
Os novos eletrodos desaparecem na pele graças a uma combinação de diversas características de projeto, incluindo uma película elástica ultrafina, com aproximadamente 0,2 micrômetro de espessura, e nanofios condutores transparentes. O adesivo resultante se assemelha bastante à aparência e à textura da pele natural, reduzindo reflexos e eliminando o aspecto brilhante que muitas vezes torna os dispositivos eletrônicos vestíveis perceptíveis.
"Em nossos experimentos, nem os usuários nem observadores externos conseguiram detectar os eletrodos de forma confiável pela visão ou pelo tato," contou Liu. "Os dispositivos permanecem confortáveis e respiráveis durante o uso e funcionam em uma ampla gama de tons e características de pele."
Ainda assim, os eletrodos desempenham sua função com uma qualidade acima da esperada, o que ficou demonstrado com a detecção de sinais de eletrooculografia dos movimentos oculares, sinais de eletromiografia dos músculos faciais e sinais de eletroencefalografia da atividade cerebral. Na verdade, para diversos tipos de sinal, a qualidade foi consideravelmente melhor do que a obtida com eletrodos de gel convencionais, devido à menor impedância da pele.
Os pesquisadores acreditam que as futuras aplicações do sensor podem incluir o monitoramento sutil do estado emocional e da função cognitiva, bem como novas maneiras de controlar dispositivos ou sistemas de realidade virtual usando movimentos oculares e expressões faciais. De forma mais ampla, sensores invisíveis como esses podem ajudar a criar um futuro em que a tecnologia se adapte perfeitamente às pessoas, em vez do contrário.
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