11/05/2026

Hormônio do amor agora pode ser ativado com luz

Redação do Diário da Saúde
Hormônio do amor agora pode ser ativado com luz
Mecanismo de ativação da ocitocina por meio de disparos de luz laser. [Imagem: Konstantin Raabe et al. - 10.1002/anie.202513373]

Hormônios das emoções

Pesquisadores desenvolveram uma ferramenta que libera os hormônios ocitocina e vasopressina em regiões específicas do cérebro usando luz laser.

Isto torna possível observar em tempo real como esses neuropeptídeos afetam sinapses, neurônios e circuitos neuronais individuais - sem interferência de áreas vizinhas.

Os hormônios oxitocina e vasopressina ativam o centro de recompensa em nosso cérebro. A vasopressina parece atuar quando nos apaixonamos. Já a ocitocina, outrora conhecido como o hormônio do amor, tem um papel mais complexo e ainda pouco compreendido, incluindo propriedades curativas para o coração, prevenir o surgimento da osteoporose e promissor até mesmo para ser usado contra o Alzheimer.

Os cientistas acreditam que esta nova técnica viabilizará experimentos visando compreender como nascem comportamentos sociais como confiança, vínculo de parceria, empatia e regulação emocional, além de ajudar a separar causa e efeito em condições como autismo, ansiedade, depressão, transtorno de estresse pós-traumático e esquizofrenia.

Controle emocional com luz

Tentativas anteriores de controlar substâncias químicas do cérebro com luz esbarraram em dificuldades de confiabilidade, especialmente com a ocitocina. A nova abordagem utiliza uma sonda molecular ativada por uma cor de luz específica, que não produz subprodutos tóxicos e pode ser acionada com altíssima precisão, alcançando células individuais.

Ao iluminar com laser o local e o momento desejados, os pesquisadores liberam os neuropeptídeos e observam as respostas das células cerebrais em tempo real.

E a estratégia não se limita à ocitocina e à vasopressina, podendo ser adaptada para estudar muitos outros neuropeptídeos, tornando-se uma plataforma ampla para investigar a comunicação cerebral.

A ferramenta também funciona em tecidos e sistemas onde abordagens genéticas são difíceis ou impossíveis, oferecendo novos caminhos para entender circuitos cerebrais envolvidos no comportamento social e, potencialmente, para o desenvolvimento de terapias mais precisas para transtornos psiquiátricos e neurológicos, dizem Konstantin Raabe e colegas da Universidade de Queensland (Austrália).

 

Fonte: Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br

URL:  

A informação disponível neste site é estritamente jornalística, não substituindo o parecer médico profissional. Sempre consulte o seu médico sobre qualquer assunto relativo à sua saúde e aos seus tratamentos e medicamentos.
Copyright 2006-2023 www.diariodasaude.com.br. Cópia para uso pessoal. Reprodução proibida.