12/08/2019

Cafeína e enxaqueca: O risco está na dose

Redação do Diário da Saúde
Cafeína e enxaqueca: O risco está na dose
Não existe um consenso na comunidade científica sobre qual seria o limite diário de segurança para a ingestão de cafeína. O que se sabe é que dose e idade definem entre remédio e veneno.
[Imagem: Wikimedia Commons]

Efeito da cafeína sobre a enxaqueca

Afetando milhões de pessoas em todo o mundo, a enxaqueca é a terceira doença mais prevalente no mundo. Além da dor de cabeça intensa, os sintomas da enxaqueca podem incluir náuseas, alterações no humor, sensibilidade à luz e ao som, bem como alucinações visuais e auditivas.

As pessoas que sofrem de enxaqueca relatam que mudanças no clima, distúrbios do sono, alterações hormonais, estresse, medicamentos e certos alimentos ou bebidas podem provocar ataques de enxaqueca.

Como poucos estudos avaliaram os efeitos imediatos desses possíveis desencadeantes, Elizabeth Mostofsky e seus colegas da Escola de Saúde Pública de Harvard (EUA) decidiu começar por bebidas cujo consumo é tão disseminado quanto a própria enxaqueca: as bebidas que contêm cafeína, como o café, o chá e um número crescente de bebidas industrializadas.

A equipe constatou mais uma vez o velho ditado de que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose.

Entre os pacientes que experimentam enxaqueca episódica, o consumo de uma a duas porções de bebidas com cafeína não se mostrou associado a dores de cabeça naquele dia. No entanto, uma dose a mais - três ou mais porções de bebidas cafeinadas por dia - mostrou associação com maior probabilidade de ocorrência de dor de cabeça de enxaqueca naquele dia ou no dia seguinte.

Importante ressaltar que esses efeitos referem-se à cafeína, e não apenas ao café. Uma porção de cafeína é normalmente definida como uma xícara de café ou de chá, uma lata de refrigerante ou uma lata de bebida energética.

"Embora alguns potenciais desencadeantes - como a falta de sono - possam apenas aumentar o risco de enxaqueca, o papel da cafeína é particularmente complexo, porque pode desencadear um ataque, mas também ajuda a controlar os sintomas," disse Mostofsky. "O impacto da cafeína depende tanto da dose quanto da frequência, mas como há poucos estudos prospectivos sobre o risco imediato de enxaqueca após a ingestão de bebidas com cafeína, as evidências não são suficientes para formular recomendações dietéticas para pessoas com enxaqueca."


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