02/04/2019

Chá verde e cenoura revertem sintomas tipo Alzheimer em cobaias

Redação do Diário da Saúde
Compostos do chá verde e da cenoura revertem sintomas tipo Alzheimer em animais
É bem conhecido o efeito do chá verde contra o diabetes e o câncer, além de sua capacidade de reduzir problemas físicos e cognitivos - neste último caso, indicando seu potencial contra as demências.
[Imagem: Wikimedia Commons]

Dieta contra Alzheimer

Uma dieta contendo compostos encontrados no chá verde e nas cenouras reverteu os sintomas semelhantes aos da doença de Alzheimer em animais geneticamente programados para desenvolver a doença.

É importante enfatizar que o estudo, publicado no Journal of Biological Chemistry, foi feito em camundongos, e muitas descobertas em animais de laboratório nunca se traduzem em tratamentos para os humanos.

No entanto, as descobertas dão credibilidade à ideia de que certos suplementos à base de plantas prontamente disponíveis podem oferecer proteção contra a demência.

"Você não precisa esperar de 10 a 12 anos para que uma droga sintética chegue ao mercado; você pode fazer essas mudanças na dieta hoje. Acho isso muito encorajador," disse o Dr. Terrence Town, professor de fisiologia e neurociência da Universidade Sudeste da Califórnia (EUA).

Além disso, os experimentos dão suporte à ideia de que uma combinação de terapias, em vez de uma única "bala mágica", pode oferecer a melhor abordagem para tratar os milhões de pessoas que vivem com a doença de Alzheimer. O tratamento combinado já é o padrão de tratamento para doenças como câncer, infecção pelo HIV e artrite reumatoide.

EGCG e ácido ferúlico

Terrence Town e seus colegas analisaram dois compostos: o EGCG (epigalocatequina-3-galato), um ingrediente chave no chá verde, e o ácido ferúlico (AF), que é encontrado em cenouras, tomates, arroz, trigo e aveia.

Eles distribuíram aleatoriamente 32 camundongos com sintomas do tipo Alzheimer a um de quatro grupos com um número igual de machos e fêmeas. Antes e depois da dieta especial de três meses, os animais passaram por uma bateria de testes neuropsicológicos que são aproximadamente análogos aos testes de pensamento e memória que avaliam a demência em humanos. De particular interesse era um labirinto em forma de um Y, que testa a memória espacial de trabalho - uma habilidade que os humanos usam para sair de um prédio, por exemplo.

"Depois de três meses, o tratamento combinado restaurou completamente a memória de trabalho e os camundongos de Alzheimer se saíram tão bem quanto os camundongos saudáveis de comparação," contou Town.

Um dos mecanismos que parece explicar um resultado tão animador é a capacidade das duas substâncias (EGCG e ácido ferúlico) de impedir que as proteínas precursoras das proteínas amiloide se dividam em proteínas menores, chamadas de beta-amiloides, que aparecem no cérebro de pacientes com Alzheimer.

Além disso, os compostos parecem reduzir a neuroinflamação e o estresse oxidativo no cérebro - aspectos-chave da patologia de Alzheimer em humanos.


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