20/06/2022

OMS anuncia resposta unificada contra varíola dos macacos

Com informações da Agência Brasil

Vírus hMPXV

A Organização Mundial da Saúde (OMS) irá suprimir a distinção entre países endêmicos e não endêmicos quanto ao vírus hMPXV (Human Monkeypox Virus, na sigla em inglês), conhecido como varíola dos macacos.

Segundo a organização, esta medida pretende facilitar uma resposta unificada ao vírus, que já possui infectados, importados ou não, em inúmeros países.

Antes de a doença se espalhar, a varíola dos macacos era considerada endêmica (que circula o ano todo em um país, com volume esperado de casos e óbitos) em países da África Central e da África Ocidental.

Mas, nos últimos meses, houve relatos da doença em diversos outros países não endêmicos, especialmente na Europa, que já responde por 84% dos casos notificados, segundo a OMS.

Somente neste ano, entre os dias 1º de janeiro e 15 de junho, 2.103 casos confirmados da varíola do macaco foram relatados em 42 países, incluindo uma morte.

A OMS, no entanto, considera que o número de casos pode ser ainda maior. "É provável que o número real de casos permaneça subestimado. Isso pode ocorrer em parte devido à falta de reconhecimento clínico precoce de uma doença infecciosa que se pensava ocorrer principalmente na África Ocidental e Central, uma apresentação clínica não grave para a maioria dos casos, vigilância limitada e falta de diagnósticos amplamente disponíveis," disse a organização.

Varíola dos macacos

A varíola causada pelo vírus hMPXV causa uma doença mais branda do que a causada pelo VARV, o vírus da varíola humana, que foi erradicada na década de 1980.

Há duas cepas endêmicas da varíola dos macacos em circulação no planeta atualmente. A cepa endêmica na África Ocidental, que tem uma taxa de letalidade de 1% a 3%, é a que tem sido responsável pelo surto atual em outros países. A outra cepa, também endêmica em alguns países africanos, originária do Congo, é considerada mais perigosa, com taxa de letalidade de até 10%, de acordo com a OMS.

Por enquanto, a OMS avalia a doença como de risco moderado, por ser a primeira vez que se dão focos de contágio em países não endêmicos, e muito distantes entre si. Nesta quinta-feira (23 de junho), a organização se reunirá para avaliar se o surto atual representa uma "emergência de saúde pública de importância internacional".

Transmissão da varíola dos macacos

A varíola dos macacos é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões da pele. O contato pode ser por abraço, beijo, massagens ou relações sexuais. A doença também é transmitida por secreções respiratórias e pelo contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies utilizadas pelo doente.

Não há tratamento específico, mas os quadros clínicos costumam ser leves, sendo necessários o cuidado e a observação das lesões. O maior risco de agravamento acontece, em geral, para pessoas imunossuprimidas com HIV/AIDS, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos de idade.

Os primeiros sintomas podem ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o início dos sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele, geralmente na boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais.

Para a prevenção, deve-se evitar o contato próximo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado, assim como com qualquer material que tenha sido usado pelo infectado. Também é importante a higienização das mãos, lavando-as com água e sabão ou utilizando álcool gel.

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