08/07/2019

Tripé protético é mais eficiente do que uma prótese de pé tradicional

Redação do Diário da Saúde
Tripé protético é mais eficientedo que uma prótese de pé tradicional
A prótese não se parece com um pé, mas é muito mais eficiente do que qualquer pé artificial.
[Imagem: Chiu et al. - 10.1109/TBME.2019.2910071]

Pé artificial para qualquer piso

Fazer uma trilha ou mesmo caminhar por uma rua de paralelepípedos com uma perna protética é uma proposta arriscada - é possível mas, mesmo em terrenos relativamente fáceis, as pessoas que usam próteses para andar têm maior probabilidade de cair.

Por isso, engenheiros mecânicos da Universidade de Stanford (EUA) desenvolveram uma perna protética mais estável que pode facilitar o caminhar por terrenos irregulares para as pessoas que perderam a perna.

Em vez de tentar imitar a complexidade do tornozelo e do pé humanos, a equipe projetou uma espécie de tripé que reage automaticamente às irregularidades do terreno transferindo ativamente a pressão entre três pontos de contato diferentes.

E, antes de construir um membro protético que algum voluntário tivesse que testar no mundo real, a equipe montou um protótipo básico do "pé-tripé" e o conectou a poderosos motores e sistemas de computador que controlam como o pé responde à medida que se move sobre todos os tipos de terreno.

Com isto, tornou-se possível colocar o foco do projeto em como a prótese deve funcionar - o quanto um dedo deve se mover durante a caminhada, como o calcanhar deve ser impulsionado e assim por diante - sem ter que se preocupar em como tornar o dispositivo leve e barato ao mesmo tempo.

Tripé protético é mais eficientedo que uma prótese de pé tradicional
Prótese em teste por um voluntário.
[Imagem: Chiu et al. - 10.1109/TBME.2019.2910071]

Tripé protético

De posse dos resultados de milhares de simulações, a equipe pode então finalmente partir para construir um protótipo.

A prótese do tripé foi testada por um voluntário de 60 anos que perdeu a perna abaixo do joelho devido ao diabetes, e os resultados iniciais são promissores.

"Uma das coisas que estamos empolgados é em traduzir o que descobrimos no laboratório em dispositivos leves e de baixo consumo de energia e, portanto, baratos, que podem ser testados fora do laboratório. E, se tudo correr bem, gostaríamos de ajudar a tornar isso um produto que as pessoas possam usar no dia a dia," disse o professor Steven Collins, coordenador da equipe.


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