Aparelho promete imunoterapia sem efeitos colaterais

Aparelho promete imunoterapia sem efeitos colaterais
Menor do que um grão de arroz, esse pequeno dispositivo promete acelerar as pesquisas com a controversa imunoterapia.
[Imagem: Houston Methodist]

Aplicador de imunoterapia

Este microaparelho promete aplicar tratamentos de imunoterapia diretamente onde ele é necessário.

Desenvolvido pela equipe do professor Alessandro Grattoni, do Instituto de Pesquisa Metodista de Houston (EUA), o minúsculo aparelho é menor do que um grão de arroz e, uma vez inserido dentro de um tumor, libera o medicamento pouco a pouco do seu reservatório.

Além de concentrar o tratamento em um único procedimento médico, a expectativa é que a ação direta no local a ser tratado diminua os riscos de efeitos colaterais danosos, como é típico da imunoterapia e também da quimioterapia.

"Com esta pesquisa, estamos tentando estabelecer uma nova estratégia para administrar a imunoterapia diretamente em um tumor, em vez de entregá-la a todo o corpo de um paciente," disse Grattoni. "E estamos tentando entender se a aplicação desta maneira seria realmente mais eficaz e teria menos efeitos colaterais do que a imunoterapia convencional, que hoje é aplicada a todo o corpo do paciente".

Imunoterapia polêmica

A imunoterapia ainda é uma técnica em desenvolvimento, bastante controversa entre os cientistas e médicos - por exemplo, por ser duas vezes menos eficaz nas mulheres e por mexer perigosamente com o sistema imunológico -, mas deverá ganhar bastante atenção depois que os pesquisadores que a criaram ganharam o Nobel de Medicina em 2018.

Curiosamente, Grattoni e sua equipe decidiram testar seu aplicador de imunoterapia contra o câncer de mama triplo negativo, um câncer agressivo para o qual não existe atualmente uma boa abordagem terapêutica - ocorre que o câncer de mama é considerado não-imunogênico, o que significa que ele pode não responder bem à imunoterapia.

A próxima fase da pesquisa continuará sendo feita em camundongos, como nesta primeira demonstração, e envolverá a combinação do aparelho com radioterapia.

"Esperamos saltar para os pacientes dentro de três anos," disse Grattoni. "Nós definitivamente melhoraríamos o que existe atualmente e o que outros grupos já estão estudando."


Ver mais notícias sobre os temas:

Equipamentos Médicos

Sistema Imunológico

Câncer

Ver todos os temas >>   

A informação disponível neste site é estritamente jornalística, não substituindo o parecer médico profissional. Sempre consulte o seu médico sobre qualquer assunto relativo à sua saúde e aos seus tratamentos e medicamentos.
Copyright 2006-2018 www.diariodasaude.com.br. Todos os direitos reservados para os respectivos detentores das marcas. Reprodução proibida.