
Exame melhor
Milhões de pessoas fazem um exame de sangue todos os anos para medir o LDL, frequentemente chamado de colesterol "ruim". Mas os resultados científicos mais recentes estão revelando que este parece não ser o melhor exame para reduzir o risco de ataques cardíacos e derrames.
Os cientistas confirmaram que medir a apolipoproteína B (apoB) é mais eficaz do que monitorar o colesterol LDL ou não-HDL na hora de decidir se é necessário intensificar a terapia para baixar o colesterol, incluindo estatinas e outros medicamentos.
"Descobrimos que o teste de apoB para intensificar a medicação para baixar o colesterol preveniria mais ataques cardíacos e derrames do que a prática atual, e que esses benefícios para a saúde seriam alcançados a um custo menor," disse Ciaran Kohli-Lynch, da Universidade Northwestern (EUA).
O colesterol e outras gorduras não conseguem circular sozinhas: Elas são transportadas pelo sangue por partículas especializadas chamadas lipoproteínas. A apoB especificamente está presente na superfície de vários tipos de colesterol. Quando em excesso, ela favorece a deposição do colesterol nas paredes dos vasos sanguíneos. É por isso que o colesterol que a apoB carrega é chamado de "colesterol ruim".
Exame de apoB é melhor
Ao contrário dos testes de colesterol padrão, a apoB mede o número de partículas transportadoras de colesterol que podem contribuir para a formação de placas. É isso o que torna essa lipoproteína um indicador mais direto do risco cardiovascular.
"Pesquisas mostram claramente que a apolipoproteína B (apoB) é mais eficaz na identificação de quem está em risco, porque contabiliza o número total de partículas nocivas no sangue," reforçou Kohli-Lynch.
Contudo, mesmo com evidências crescentes que apoiam a apoB, o teste ainda não é comumente usado na prática clínica de rotina. Um dos motivos para isso é que a medição da apoB geralmente requer um exame de sangue adicional além do painel padrão de colesterol, aumentando tanto o custo quanto a inconveniência. Mas este novo estudo demonstrou que esse custo adicional vale a pena.
Para isso, a equipe simulou 250.000 adultos elegíveis para tomar estatinas, mas que ainda não haviam tido um evento cardiovascular. Quando as simulações cobriram o equivalente a toda a expectativa de vida desses pacientes, os exames de apoB melhoraram os resultados gerais de saúde, preveniram mais eventos cardiovasculares e fizeram isso de uma forma que os pesquisadores consideraram economicamente viável.
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