
Hormônios das emoções
Pesquisadores desenvolveram uma ferramenta que libera os hormônios ocitocina e vasopressina em regiões específicas do cérebro usando luz laser.
Isto torna possível observar em tempo real como esses neuropeptídeos afetam sinapses, neurônios e circuitos neuronais individuais - sem interferência de áreas vizinhas.
Os hormônios oxitocina e vasopressina ativam o centro de recompensa em nosso cérebro. A vasopressina parece atuar quando nos apaixonamos. Já a ocitocina, outrora conhecido como o hormônio do amor, tem um papel mais complexo e ainda pouco compreendido, incluindo propriedades curativas para o coração, prevenir o surgimento da osteoporose e promissor até mesmo para ser usado contra o Alzheimer.
Os cientistas acreditam que esta nova técnica viabilizará experimentos visando compreender como nascem comportamentos sociais como confiança, vínculo de parceria, empatia e regulação emocional, além de ajudar a separar causa e efeito em condições como autismo, ansiedade, depressão, transtorno de estresse pós-traumático e esquizofrenia.
Controle emocional com luz
Tentativas anteriores de controlar substâncias químicas do cérebro com luz esbarraram em dificuldades de confiabilidade, especialmente com a ocitocina. A nova abordagem utiliza uma sonda molecular ativada por uma cor de luz específica, que não produz subprodutos tóxicos e pode ser acionada com altíssima precisão, alcançando células individuais.
Ao iluminar com laser o local e o momento desejados, os pesquisadores liberam os neuropeptídeos e observam as respostas das células cerebrais em tempo real.
E a estratégia não se limita à ocitocina e à vasopressina, podendo ser adaptada para estudar muitos outros neuropeptídeos, tornando-se uma plataforma ampla para investigar a comunicação cerebral.
A ferramenta também funciona em tecidos e sistemas onde abordagens genéticas são difíceis ou impossíveis, oferecendo novos caminhos para entender circuitos cerebrais envolvidos no comportamento social e, potencialmente, para o desenvolvimento de terapias mais precisas para transtornos psiquiátricos e neurológicos, dizem Konstantin Raabe e colegas da Universidade de Queensland (Austrália).
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