25/10/2019

Extrato de grãos de café alivia inflamação e resistência à insulina

Redação do Diário da Saúde
Extrato de grãos de café alivia inflamação e resistência à insulina
Além aumentar a expectativa de vida, o café tem sido associado com diversos benefícios específicos de saúde, incluindo o combate à doença de Parkinson.
[Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay]

Fenólicos do café

Não é só o café coado que pode fazer bem à saúde.

Dois compostos extraídos da casca dos grãos de café confirmaram seus potenciais benefícios no alívio de doenças crônicas, especificamente no combate à inflamação.

Quando as células adiposas de animais de laboratório foram tratadas com extratos das peles dos grãos de café, extraídos com base em água, dois compostos fenólicos - ácido protocatecuico e ácido gálico - reduziram a inflamação induzida nas células e melhoraram a absorção de glicose e a sensibilidade à insulina.

Os resultados mostraram o potencial desses compostos bioativos, quando consumidos como parte da dieta, como uma estratégia para prevenir doenças crônicas relacionadas à obesidade, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

"Esse material dos grãos de café é interessante principalmente por causa de sua composição. Ele demonstrou-se não-tóxico e esses fenólicos têm uma capacidade antioxidante muito alta," disse a professora Elvira Gonzalez de Mejia, da Universidade de Illinois (EUA).

Extrato de café contra inflamação

Os pesquisadores analisaram dois tipos de células, os macrófagos (células de resposta imune) e os adipócitos (células de gordura), e o efeito dos compostos combinados dos extratos, bem como dos fenólicos puros individuais, na adipogênese - a produção e metabolismo das células de gordura no corpo - e os hormônios relacionados.

Quando a inflamação relacionada à obesidade está presente, os dois tipos de células trabalham juntos - travados em um loop - para aumentar o estresse oxidativo e interferir na captação de glicose, agravando a situação.

A equipe também analisou o efeito nas vias inflamatórias.

"Nós avaliamos dois extratos e cinco fenólicos puros, e observamos que esses fenólicos, principalmente ácido protocatecuico e ácido gálico, foram capazes de bloquear esse acúmulo de gordura em adipócitos, principalmente estimulando a lipólise [a quebra de gorduras], mas também gerando 'adipócitos bege'," explicou o pesquisador Miguel Rebollo-Hernanz, membro da equipe.

A gordura bege, ou gordura marrom, é tida como a gordura boa do corpo, auxiliando a queima de calorias ao gerar calor corporal, enquanto a gordura branca acumula energia.

Checagem com artigo científico:

Artigo: Phenolic compounds from coffee by-products modulate adipogenesis-related inflammation, mitochondrial dysfunction, and insulin resistance in adipocytes, via insulin/PI3K/AKT signaling pathways
Autores: Miguel Rebollo-Hernanz, Qiaozhi Zhang, Yolanda Aguilera, Maria A. Martín-Cabrejas, Elvira Gonzalez de Mejia
Publicação: Food and Chemical Toxicology
Vol.: 132: 110672
DOI: 10.1016/j.fct.2019.110672

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