08/02/2019

Dois compostos do café juntam-se para combater doença de Parkinson

Redação do Diário da Saúde
Dois compostos do café juntam-se para combater doença de Parkinson
Além aumentar a expectativa de vida, o café tem sido associado com diversos benefícios específicos de saúde.
[Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay]

Cafeína e EHT

Um composto presente no café pode se juntar à cafeína para combater a doença de Parkinson e a demência do corpo de Lewy - duas doenças progressivas e atualmente incuráveis associadas à degeneração cerebral.

A descoberta, feita por Maral Mouradian e seus colegas da Universidade Rutgers (EUA), sugere que esses dois compostos combinados podem se tornar uma opção terapêutica para retardar a degeneração cerebral.

Pesquisas anteriores mostraram que beber café pode reduzir o risco de desenvolver a doença de Parkinson e Alzheimer.

Enquanto a cafeína tem sido tradicionalmente creditada como o agente de proteção especial do café, os grãos de café contêm mais de mil outros compostos que são menos conhecidos. Uma pesquisa anterior, por exemplo, descobriu que é o café como um todo, e não a cafeína, que faz bem para o fígado.

Um cafezinho para esperar

Mouradian centrou sua atenção em um derivado de ácido graxo do neurotransmissor serotonina, chamado EHT (Eicosanoil-5-hidroxitriptamida), encontrado no revestimento ceroso do grão de café. Ele descobriu que o EHT protege os cérebros dos camundongos contra o acúmulo anormal de proteínas associadas à doença de Parkinson e à demência do corpo de Lewy.

A equipe se perguntou então se o EHT e a cafeína poderiam atuar juntos para uma proteção cerebral ainda maior. Eles então deram pequenas doses de cafeína ou EHT separadamente, ou os dois juntos, às suas cobaias.

Cada composto sozinho não foi eficaz, mas quando administrados em conjunto eles aumentaram a atividade de um catalisador que ajuda a prevenir o acúmulo de proteínas prejudiciais no cérebro.

Isso sugere que a combinação de EHT e cafeína pode retardar ou interromper a progressão dessas doenças. Os tratamentos atuais abordam apenas os sintomas da doença de Parkinson, mas não protegem contra a degeneração cerebral.

Mouradian ressalta que mais pesquisas serão necessárias para determinar a quantidade e a proporção adequadas de EHT e cafeína necessárias para o efeito protetor nas pessoas.


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