31/07/2018

Ver a si mesmo como Einstein melhora suas notas

Redação do Diário da Saúde
Ver a si mesmo como Einstein melhora suas notas
O Einstein usado não era muito convincente, mas os resultados apareceram mesmo assim.
[Imagem: Domna Banakou et al. - 10.3389/fpsyg.2018.00917]

Incorporação virtual

Usando um sistema de realidade virtual, psicólogos colocaram dezenas de voluntários para se verem como se estivessem no corpo de Albert Einstein.

"A realidade virtual permite criar a ilusão de um corpo virtual para substituir o seu próprio, o que é chamado de incorporação virtual. Em um ambiente virtual imersivo, os participantes podem ver esse novo corpo refletido em um espelho, e ele corresponde exatamente aos seus movimentos, ajudando a criar uma poderosa ilusão de que o corpo virtual é o seu próprio," descreveu o professor Mel Slater, da Universidade de Barcelona (Espanha).

Essa percepção de falso corpo teve dois efeitos significativos.

O primeiro foi que a sensação de ser Albert Einstein fez com que os voluntários tirassem melhores notas em um teste cognitivo, o que foi especialmente significativo para pessoas com baixa autoestima. O segundo efeito foi que as pessoas se mostraram menos propensas a revelar estereótipos inconscientes contra pessoas idosas - a imagem usada era de um Einstein idoso.

Sentir-se mais inteligente

"Nós nos perguntamos se a incorporação virtual poderia afetar a cognição," disse Slater. "Se dermos a alguém um corpo reconhecível que represente uma inteligência suprema, como a de Albert Einstein, eles teriam melhor desempenho em uma tarefa cognitiva do que as pessoas que percebem um corpo normal?"

A resposta foi positiva, o que a equipe espera ter utilidade na educação, particularmente para alunos com baixa autoestima.

Os voluntários menos conscientes de seu próprio valor saíram-se melhor na tarefa cognitiva em comparação com testes similares enquanto experimentavam um corpo normal de alguém da sua própria idade. Os efeitos para os voluntários com autovaloração normal não foram significativos.

Os pesquisadores supõem que as pessoas com baixa autoestima têm maior benefício da incorporação virtual ao mudar a maneira como pensam sobre si mesmas. Ver-se no corpo de um cientista respeitado e inteligente pode ter aumentado sua confiança durante o teste cognitivo, o que lhes valeu um melhor rendimento.


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