16/01/2009

Queda do Brasil no ranking não significa piora na mortalidade infantil

Redação do Diário da Saúde
Queda do Brasil no ranking não significa piora na mortalidade infantil

[Imagem: UNICEF/2008/Nybo]

Ranking variável

Depois de receber severas críticas do governo brasileiro, principalmente através do Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o UNICEF (Fundo das Nações Unidas para Infância) declarou que a queda de posição do Brasil no ranking da mortalidade infantil em crianças com até 5 anos de idade não significa uma piora da taxa de mortalidade infantil no país.

A coordenadora do Programa de Sobrevivência e Desenvolvimento Infantil da Unicef, Cristina Albuquerque, disse que as diversas edições do documento divulgado pela UNICEF sofrem alterações em sua metodologia de cálculo.

Alterações de metodologia

Segundo ela, embora o esforço seja de padronização entre as diversas versões, os documentos anuais não podem ser diretamente comparados. "Não se compara esses relatórios e este aviso está no relatório. Todos os anos eles são reajustados, atualizados e a série histórica muda. Têm diferenças de um ano para o outro que não significam, necessariamente, melhora ou piora", afirmou.

De acordo com o relatório Situação Mundial da Infância 2009, o Brasil está na 107º posição em uma lista com 194 paises. A colocação equivale a uma taxa de 22 mortes para cada mil nascidos vivos. No ano passado, o país ocupou a 113º posição, com taxa de 20 mortes para cada mil vivos.

Redução na mortalidade infantil

A coordenadora disse que o Brasil é um dos paises que mais reduziu a taxa de mortalidade entre 1990 e 2007. A queda foi de 62%, considerando que em 1990, a taxa era de 58 mortes para mil nascidos vivos.

"A 107º ou 113º posição no ranking não importa. O Brasil é um dos países com a maior diminuição da taxa e vai atingir a meta do milênio", acrescentou Cristina Albuquerque.

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