09/06/2011

Cartão inteligente pode salvar vidas

Redação do Diário da Saúde
Cartão da saúde inteligente pode salvar vidas
Os dados no cartão, de uso voluntário, podem ser alterados pelo paciente, usando o seu computador de casa.
[Imagem: MyC2]

Cartão da saúde

Ele parece um cartão de crédito, mas pode significar a diferença entre a vida e a morte em uma emergência médica.

O cartão MyCare armazena dados médicos pessoais como, por exemplo, informações sobre as atuais condições médicas, histórico, alergias e medicação sendo tomada.

Ele pode ser conectado a uma porta USB de um computador, permitindo que os dados sejam acessados em apenas alguns momentos.

O dispositivo começou a ser testado no Reino Unido.

Informações de emergência

Se o dono desse cartão ficar doente ou se envolver em um acidente, os paramédicos podem simplesmente pegar o cartão do seu bolso e usar os dados para obter acesso instantâneo ao seu histórico médico completo.

Além de usar os dados para fundamentar suas decisões imediatas, os paramédicos podem transmiti-los para o hospital, se necessário, preparando o atendimento.

"Em uma emergência médica, os pacientes podem estar inconsciente ou incapazes de se comunicar com os paramédicos por algum outro motivo," diz o professor Panicos Kyriacou. "O nosso dispositivo torna acessíveis dados que podem potencialmente salvar vidas. Por exemplo, é vital saber se um paciente é alérgico ao látex. Se for, o uso de luvas de látex por um paramédico pode ser fatal."

Uso voluntário

O Cartão MyCare foi projetado para uso voluntário pelos pacientes. Todos os dados seriam mantidos de forma segura no cartão, de modo a não poderem ser acessados se o cartão for perdido.

Os dados podem ser alterados pelo paciente, usando o seu computador de casa.

As atualizações no cartão também poderão ser feitas nos hospitais e nas farmácias, ao aviar as receitas.

Nesses casos, o paciente seria capaz de ver, mas não alterar, os dados médicos.

Testes

Este protótipo de cartão da saúde inteligente foi desenvolvido por pesquisadores das universidades Cidade de Londres e Coventry.

Os testes iniciais foram bem-sucedidos e a equipe de desenvolvimento espera agora trabalhar com organizações do setor da saúde para realizar um programa-piloto em grande escala.

Se esse programa também for concluído com êxito, o sistema poderia estar disponível para uso pelos pacientes dentro de cerca de 3 a 4 anos.

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