30/03/2020

Máscara que mata vírus pode sair do laboratório em tempo recorde

Redação do Diário da Saúde
Máscara que mata vírus pode sair do laboratório em tempo recorde
Hun Park (esquerda) e Haiyue Huang são os autores da ideia da máscara que mata vírus.
[Imagem: Northwestern University]

Máscara auto-higienizante

Pesquisadores da Universidade Northwestern (EUA) criaram uma máscara facial que mata rápida e automaticamente os vírus contidos no ar que se respira ou nas gotículas exaladas pela pessoa durante a respiração.

As máscaras atuais funcionam apenas como uma barreira física, reduzindo o número de gotículas respiratórias que se tornariam uma nova fonte de infecção depois de entrar na atmosfera, ter contato com outras pessoas ou cair sobre objetos e superfícies.

A nova máscara auto-higienizante contém um composto químico antiviral que mata os vírus que estejam passando para dentro ou para fora da máscara.

"A disseminação de doenças respiratórias infecciosas, como a covid-19, geralmente começa quando uma pessoa infectada libera gotículas respiratórias carregadas de vírus através da tosse ou espirro. Para retardar ainda mais e até impedir que o vírus se espalhe, precisamos reduzir bastante o número e a atividade dos vírus nas gotículas respiratórias recém-liberadas," disse o professor Jiaxing Huang.

Máscara que mata vírus

A proposta de Huang e seus colegas Hun Park e Haiyue Huang é transformar a barreira antiviral em uma espécie de revestimento que possa ser adicionado no processo de fabricação de qualquer máscara, facilitando a produção e chegada do produto ao mercado.

Tão logo ficou sabendo da proposta, a Fundação Nacional de Ciências dos EUA (NSF) correu para oferecer financiamento de emergência para que os primeiros experimentos de laboratório feitos até agora possam ser desenvolvidos e passem para a etapa de testes, necessários para que o material se torne um produto comercial.

Ainda não é possível prever quando o material chegará ao mercado, dizem os pesquisadores, mesmo porque o financiamento chega em um momento em que as universidades estão pedindo que seus pesquisadores e alunos fiquem em casa.

Mas parece que a quarentena não está interrompendo ou desencorajando o trabalho da equipe.

"Mais pesquisadores - e especialmente estudantes de ciências físicas e engenharia - podem estudar proativamente os problemas e pensar em novas maneiras de mitigar a transmissão e a propagação de vírus. Mesmo aqueles que precisam ficar em casa por enquanto ainda podem continuar a debater," disse Huang.

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