30/07/2021

Aparelho ultraportátil conseguirá detectar mau hálito na hora

Redação do Diário da Saúde
Aparelho ultraportátil consegue detectar mau hálito na hora
O sensor é minúsculo, podendo ser incorporado em aparelhos não maiores do que seu dedo polegar.
[Imagem: Hamin Shin et al. - 10.1021/acsnano.1c01350]

Aparelho para detectar mau hálito

Ninguém quer ter mau hálito. O problema é que a maioria das pessoas não consegue sentir o próprio hálito, então precisam perguntar a outra pessoa, o que pode ser constrangedor.

Um hálito desagradável pode atrapalhar relacionamentos ou passar uma má impressão durante uma entrevista de emprego, mas também pode ser um sinal de alerta natural, indicando problemas dentários ou estomacais.

Para alívio dos que se preocupam com isso, pesquisadores apresentaram o protótipo de um dispositivo portátil, um sensor do tamanho de um dedo polegar, que diagnostica o mau hálito "cheirando" rapidamente a exalação do sulfeto de hidrogênio, o gás que dá ao hálito um cheiro desagradável.

Já existem aparelhos que medem pequenas concentrações de sulfeto de hidrogênio, mas eles exigem que o ar exalado seja coletado e testado em instrumentos caros em laboratório, o que não é viável para os consumidores.

Hamin Shin e sua equipe do Instituto de Ciências e Tecnologias Avançadas da Coreia do Sul viram nisso uma grande oportunidade, e então partiram para construir um sensor de hálito portátil.

Sensor de óxidos metálicos

Já se sabia que, quando alguns óxidos metálicos reagem com gases contendo enxofre, sua condutividade elétrica muda, o que os faz funcionar como sensores para esses gases, bastando colocá-los em um circuito que meça essa variação em sua condutividade. E, quando os óxidos metálicos são combinados com catalisadores de metais nobres, eles podem se tornar ainda mais sensíveis e seletivos, podendo identificar gases específicos.

Shi e seus colegas partiram então para encontrar a combinação adequada de substâncias que dessem uma resposta mais rápida e forte ao sulfeto de hidrogênio no ar soprado diretamente sobre ele, sem a necessidade um equipamento especial.

Os pesquisadores misturaram nanopartículas de cloreto de sódio (sal de cozinha, que é alcalino) e platina (um catalisador) com tungstênio e usaram esse material para criar nanofibras por meio de um processo chamado eletrofiação. Um aquecimento posterior converte o tungstênio em sua forma de óxido metálico.

Aparelho ultraportátil consegue detectar mau hálito na hora
A base do aparelho é um sensor de sulfeto de hidrogênio construído com óxidos metálicos.
[Imagem: Hamin Shin et al. - 10.1021/acsnano.1c01350]

Autodiagnóstico do mau hálito

Nos primeiros testes, o composto feito de partes iguais de cada metal teve a maior reatividade ao sulfeto de hidrogênio, detectando o gás de maneira robusta em menos de 30 segundos.

O aparelho identificou corretamente o mau hálito em 86% das vezes, quando respirações reais de pessoas foram exaladas diretamente sobre ele.

O próximo passo é encontrar parceiros na indústria que possam incorporar o sensor em aparelhos portáteis para o autodiagnóstico rápido e fácil do mau hálito.

Checagem com artigo científico:

Artigo: Surface Activity-Tuned Metal Oxide Chemiresistor: Toward Direct and Quantitative Halitosis Diagnosis
Autores: Hamin Shin, Dong-Ha Kim, Wonjong Jung, Ji-Soo Jang, Yoon Hwa Kim, Yeolho Lee, Kiyoung Chang, Joonhyung Lee, Jongae Park, Kak Namkoong, Il-Doo Kim
Publicação: ACS Nano
DOI: 10.1021/acsnano.1c01350
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