
Sono prediz longevidade
Dormir bem pode ser tão crucial para uma vida longa quanto evitar o sedentarismo ou manter uma dieta equilibrada.
Kathryn McAuliffe e colegas da Universidade de Ciência e Saúde do Oregon (EUA) descobriram que a insuficiência crônica de sono está diretamente ligada a uma menor expectativa de vida, apresentando uma correlação mais forte com a longevidade do que a alimentação, a atividade física ou o isolamento social.
Embora a ciência já reconheça que o sono é fundamental para a saúde geral, a magnitude de seu impacto na duração da vida ainda não havia sido mapeada de forma tão abrangente.
Frequentemente, o descanso é tratado como um fator negligenciável, que pode ser "compensado" nos fins de semana ou sacrificado em prol de outras atividades. No entanto, os dados nacionais dos EUA indicam que a privação de sono é um problema de saúde pública que reflete diretamente nas estatísticas de mortalidade ano após ano.
Sono suficiente
Ao cruzar dados de expectativa de vida com pesquisas detalhadas de saúde pública, realizadas entre 2019 e 2025, os pesquisadores identificaram padrões consistentes em quase todos os estados norte-americanos. O estudo utilizou a definição de "sono suficiente" como sendo de, no mínimo, sete horas por noite.
As principais conclusões foram:
Recomendações
Estes resultados reforçam a necessidade de priorizar o descanso no mesmo nível que as recomendações médicas para nutrição e atividade física, dizem os cientistas.
Para a saúde pública, a recomendação é que sejam desenvolvidas políticas de incentivo à higiene do sono, que podem ser ferramentas poderosas no aumento da expectativa de vida da população.
Para cada pessoa em particular, a recomendação clínica é clara: Buscar consistentemente entre sete e nove horas de sono por noite para garantir benefícios que vão além do bem-estar imediato, atingindo a longevidade biológica.
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