
Como tornar os ossos mais fortes?
Quando você força uma peça metálica, com o tempo ela desenvolverá um fenômeno chamado "fadiga", pelo qual se tornará cada vez mais fraca, até finalmente quebrar.
Então, porque acontece exatamente o oposto com os nossos ossos, que mantêm ou até aumentam sua resistência quanto mais são usados?
Cientistas agora acreditam ter finalmente identificado o processo biológico que explica como a atividade física ajuda a manter os ossos fortes, uma descoberta que poderá levar a novos tratamentos para osteoporose e perda óssea, principalmente para pessoas que não conseguem ou não podem se exercitar.
A descoberta aponta para uma proteína específica, que atua como um "sensor de exercício" interno do corpo, permitindo que os ossos respondam ao movimento físico. A proteína, chamada Piezo1, está localizada na superfície das células-tronco mesenquimais, na medula óssea, e funciona como um sensor mecânico, detectando as forças físicas geradas durante o movimento e o exercício.
Quando a Piezo1 é ativada pela atividade física, ela limita o acúmulo de gordura na medula óssea e promove a formação de novas células ósseas. Quando a proteína está ausente, ocorre o oposto, com as células-tronco tendo maior probabilidade de se transformarem em células adiposas, acelerando a perda óssea. A falta de Piezo1 também desencadeia a liberação de sinais inflamatórios (Ccl2 e lipocalina-2), que estimulam ainda mais as células-tronco a produzirem gordura e interferem no crescimento ósseo. O bloqueio desses sinais ajudou a restaurar condições ósseas mais saudáveis em cobaias.

Para quem não pode se exercitar
Esta descoberta abre a possibilidade de desenvolver medicamentos que reproduzam os benefícios do exercício, conhecidos como "pílula do exercício", oferecendo uma nova esperança para idosos, pacientes acamados e indivíduos com doenças crônicas que enfrentam um risco maior de fraturas.
"A osteoporose e a perda óssea relacionada à idade afetam milhões de pessoas em todo o mundo, muitas vezes deixando idosos e pacientes acamados vulneráveis a fraturas e à perda de independência," disse o professor Xu Aimin, da Universidade de Hong Kong. "Os tratamentos atuais dependem muito da atividade física, que muitos pacientes simplesmente não conseguem realizar. Precisamos entender como nossos ossos se fortalecem quando nos movemos ou nos exercitamos antes de encontrarmos uma maneira de replicar os benefícios do exercício em nível molecular. Este estudo é um passo crucial para atingir esse objetivo."
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