
Bambu como alimento
A culinária asiática usa brotos de bambu há milênios, um costume que tem-se espalhado pelo mundo, baseando-se sobretudo em brotos de espécies como Bambusa vulgaris e Phyllostachys edulis.
E há razões de sobra para essa disseminação: A primeira revisão científica global sobre o consumo de bambu como alimento concluiu que o broto da planta possui propriedades medicinais surpreendentes, auxiliando no controle do açúcar no sangue e no combate a inflamações.
Assim, além de uma comida exótica, o estudo sugere que o bambu pode se tornar um aliado estratégico na saúde pública mundial devido ao seu perfil nutricional denso e à sustentabilidade do seu cultivo.
O bambu é uma fonte de alimentação interessante por vários motivos, incluindo ser a planta que cresce mais rápido na Terra, ser rica em proteínas e fibras, possuir baixo teor de gordura e conter minerais essenciais como selênio e potássio, além de uma gama de vitaminas (A, B6, E, tiamina e niacina).
Até agora, contudo, as evidências sobre seus benefícios nutricionais estavam dispersas em muitos estudos isolados. Para resumir tudo, Damiano Pizzol e colegas da Universidade Anglia Ruskin (Reino Unido) decidiram então compilar todos os estudos laboratoriais e ensaios clínicos para validar como os compostos do bambu interagem com o corpo humano.

Benefícios sistêmicos do bambu: do intestino ao sangue
As análises demonstraram que o consumo de brotos de bambu impacta positivamente diversas áreas do organismo:
Riscos e precauções essenciais no consumo de bambu
Apesar do potencial do bambu como superalimento, os cientistas alertam para riscos graves caso o bambu não seja preparado corretamente para consumo humano.
Algumas espécies contêm glicosídeos cianogênicos, substâncias que liberam cianeto se consumidas cruas. Além disso, compostos presentes no broto de bambu podem interferir na produção de hormônios da tireoide se ingeridos de forma inadequada. Ambos os riscos são eliminados através da pré-fervura correta dos brotos antes do consumo.
Tomados os devidos cuidados, os pesquisadores classificam o bambu como um possível "superalimento" tanto seguindo as tradicionais receitas orientais, quanto como ingrediente funcional, por meio de extratos de bambu, e suplementação dietética, o que exigirá o desenvolvimento de suplementos naturais que poderão atuar no controle de glicemia e ajudar na saúde intestinal.
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