14/09/2021

Cientistas calculam o custo do autocontrole

Redação do Diário da Saúde
Cientistas calculam o custo do autocontrole
Tentação faz nosso cérebro entrar em conflito.
[Imagem: Steve Buissinne/Pixabay]

Custo do autocontrole

Os cientistas há muito argumentam que o uso do autocontrole requer um esforço psicológico significativo e que ele deixa de funcionar quando os custos cognitivos superam o que a pessoa espera obter em troca.

No entanto, até agora essa explicação tem sido mais intuitiva do que cientificamente demonstrada porque essas pesquisas carecem de um fator fundamental: uma ferramenta empírica para quantificar e demonstrar o custo mental real do autocontrole.

Para resolver isso, pesquisadores conduziram uma série de experimentos para tentar quantificar com precisão o quanto pessoas que estavam fazendo dietas para emagrecer pagariam para evitar serem expostas a uma recompensa alimentar tentadora em diferentes circunstâncias. O objetivo era estabelecer uma medida para o "custo do autocontrole".

"Nossa abordagem nos permite 'indexar' os 'custos de autocontrole' dos indivíduos a cada momento, oferecendo um meio de dar sustentação a pesquisas psicológicas, econômicas e de políticas de saúde," disse o professor Paul Glimcher, da Universidade de Nova Iorque (EUA).

Afasta de mim esse cálice

Nesses experimentos, os participantes tinham que dizer o valor máximo que estavam dispostos a pagar para remover uma recompensa alimentar tentadora - um doce ou chocolate, por exemplo - que seria colocada na frente deles por 30 minutos.

Ao examinar os participantes em uma série de condições, os pesquisadores conseguiram demonstrar que o custo do autocontrole aumenta quando os indivíduos estão estressados. Curiosamente, o custo do autocontrole também aumentou quando os voluntários recebiam incentivos motivacionais (ou seja, um bônus monetário) para evitar comer a comida tentadora.

Em ambas as condições, os participantes pagaram mais para que a tentação fosse removida, uma descoberta com implicações para terapias e técnicas voltadas para o controle do estresse no controle comportamental, por exemplo.

No geral, os pesquisadores descobriram que, quanto mais tentador o item alimentar, determinado pelas próprias avaliações dos participantes, mais esses participantes estavam dispostos a pagar para evitar ter que exercer o autocontrole, sugerindo que esses custos refletem a aversão dos participantes em resistir à tentação.

Checagem com artigo científico:

Artigo: Quantifying the subjective cost of self-control in humans
Autores: Candace M. Raio, Paul W. Glimcher
Publicação: Proceedings of the National Academy of Sciences
DOI: 10.1073/pnas.2018726118
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