08/07/2019

Como não se deixar influenciar pelas emoções dos outros

Redação do Diário da Saúde

Controle suas emoções

Uma nova pesquisas sobre emoções - na vida real e na vida "social virtual" das redes sociais - mostrou que as motivações das pessoas são um fator determinante do quanto elas permitem que outras pessoas influenciem seus sentimentos, como a raiva.

Os psicólogos da Universidade de Stanford (EUA) queriam saber por que e como algumas pessoas respondem de maneira diferente frente a uma mesma situação perturbadora.

Eles descobriram que, quando uma pessoa queria manter a calma, ela permanecia relativamente indiferente a pessoas raivosas. Mas, se sua motivação básica era expressar raiva, ela se mostrava altamente influenciada por pessoas raivosas.

Os pesquisadores também descobriram que as pessoas que queriam ficar com raiva apresentaram a emoção ainda mais forte quando souberam que outras pessoas estavam tão chateadas quanto elas, o que foi aferido em uma série de experimentos de laboratório.

Em outras palavras, predisponha-se a sentir raiva e você sentirá muita, até mais do que a expressa pelos outros; predisponha-se a não sentir raiva, e você não será afetado fortemente nem mesmo por pessoas muito raivosas.

Esses resultados revelam que as pessoas têm mais controle sobre como suas emoções são influenciadas pelas emoções de outras pessoas do que se imaginava.

"Sabemos há muito tempo que as pessoas muitas vezes tentam regular suas emoções quando acreditam que elas não ajudam," disse o professor James Gross. "Este conjunto de experimentos amplia essa percepção, mostrando que as pessoas também podem regular a forma como são influenciadas pelas emoções dos outros."

Emoções como ferramentas

Os pesquisadores têm presumido ao longo dos anos que as emoções das pessoas são influenciadas automaticamente - em uma resposta inconsciente e imediata às emoções das outras pessoas. Mas esta nova pesquisa desafia essa pressuposição.

"Nossas emoções não são passivas nem automáticas," disse Amit Goldenberg, responsável pelos experimentos. "Elas são mais como uma ferramenta. Temos a capacidade de usar nossas emoções para atingir determinados objetivos. Expressamos certas emoções para convencer outras pessoas a se unirem à nossa causa coletiva. Nas mídias sociais, usamos emoções para sinalizar a outras pessoas que nos preocupamos com as questões de um grupo para garantir que as pessoas saibam que somos parte disso."

Esse descompasso entre as teorias longamente assumidas pelos cientistas e a realidade mostra que muito mais pesquisas precisam ser feitas para entender a relação entre as pessoas e suas emoções. Um dos próximos tópicos que Goldenberg quer examinar é se o desejo das pessoas de querer ver e experimentar certas emoções influencia o modo como elas escolhem sua rede de amigos e outras pessoas ao seu redor.

"Parece que a melhor maneira de regular suas emoções é começar com a seleção de seu ambiente," disse Goldenberg. "Se você não quer ficar com raiva hoje, uma maneira de fazer isso é evitar pessoas iradas. Algumas pessoas têm uma preferência arraigada por emoções mais fortes do que outras? Essa é uma das minhas próximas perguntas."


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