27/01/2020

Contaminações do coronavírus ultrapassam 2 mil em todo o mundo

Com informações da Agência Brasil

Coronavírus de Wuhan

O coronavírus 2019-nCoV, surgido na cidade de Wuhan, na China, já atingiu mais de 2.116 pessoas em todo o mundo e 300 estão em estado grave.

Segundo oficiais da província de Hubei, 52 de todas as mortes foram registradas na região. A capital, Wuhan, onde o surto teve início, é a cidade mais afetada pelo vírus e, por isso, continua totalmente sitiada pelo governo.

Somente na China foram registrados 2.062 casos de infecção pelo vírus, que cientistas chineses acreditam ter evoluído em cobras, antes de passar a outros animais que provavelmente infectaram os humanos.

Além da China, Hong Kong (8 casos), Tailândia (8), Macau (5), Austrália (4), Japão (4), Malásia (4), Cingapura (4), Taiwan (4), Coreia do Sul (3), Vietnã (2) e Nepal (1) também tiveram casos confirmados.

O coronavírus também chegou na Europa, com três casos confirmados na França. Já na América do Norte, são três casos nos Estados Unidos e um no Canadá. Até o momento não há registro de casos na América do Sul.

A maioria dos infectados não chineses são turistas de Wuhan ou pessoas que visitaram a cidade.

A imprensa estatal afirma que agências de turismo cancelaram todas as viagens turísticas para o exterior a partir de segunda-feira. Segundo a Televisão Central da China, a medida teria sido resultado de uma ordem do governo chinês.

Preparação

Apesar de os casos nas Américas se restringirem aos EUA e Canadá até agora, a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa Etienne, instou os países da região a se preparem para detectar, isolar e cuidar precocemente de pacientes infectados com o novo coronavírus, dada a possibilidade de receberem viajantes de países onde há transmissão do vírus.

"Os serviços de saúde têm que estar preparados, pois provavelmente serão o ponto de entrada onde casos do novo coronavírus serão detectados, como aconteceu em epidemias anteriores," afirmou Etienne. "A OPAS está pronta para apoiá-los. A detecção precoce de casos pode impedir a propagação da doença."

"A natureza do 2019-nCoV é muito semelhante à da gripe e os sintomas são semelhantes aos da SARS (síndrome respiratória aguda grave): febre, tosse, falta de ar e pneumonia", disse Ciro Ugarte, diretor do Departamento de Emergências da OPAS. Ele acrescentou que o tratamento para o novo coronavírus ainda é desconhecido e que não há vacina disponível.

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