22/10/2020

Diabetes pode ser controlada com campos eletromagnéticos - sem contato

Redação do Diário da Saúde
Controle remoto de açúcar no sangue: Campos eletromagnéticos tratam diabetes
A ação dos campos eletromagnéticos se dá por meio dos superóxidos no fígado.
[Imagem: Calvin S. Carter et al. - 10.1016/j.cmet.2020.09.012]

Controle remoto para o diabetes

Esta pode ser a notícia que todos os pacientes com diabetes estavam esperando: Em lugar das chatas picadas, o controle do nível de açúcar no sangue poderá ser feito sem nenhum contato.

No que a equipe está chamando de "controle remoto do açúcar no sangue", Calvin Carter e seus colegas da Universidade de Iowa (EUA) mostraram como expor camundongos diabéticos a uma combinação de campos elétricos estáticos e magnéticos por algumas horas por dia normaliza duas características principais do diabetes tipo 2.

"Nós construímos um controle remoto para controlar o diabetes," disse Carter. "A exposição a campos eletromagnéticos (CEMs) por períodos relativamente curtos reduz o açúcar no sangue e normaliza a resposta do corpo à insulina. Os efeitos são de longa duração, abrindo a possibilidade de uma terapia CEM que pode ser aplicada durante o sono para controlar o diabetes durante todo o dia."

Os experimentos mostraram que os CEMs alteram o equilíbrio de oxidantes e antioxidantes no fígado, melhorando a resposta do corpo à insulina. Esse efeito é mediado por pequenas moléculas reativas que parecem funcionar como "antenas magnéticas".

A descoberta inesperada e surpreendente pode ter implicações importantes no tratamento do diabetes, particularmente para pacientes que consideram os regimes de tratamento atuais complicados.

Campos eletromagnéticos contra diabetes

Os campos eletromagnéticos alteram a sinalização de moléculas de superóxido, especificamente no fígado, o que leva à ativação prolongada de uma resposta antioxidante para reequilibrar o ponto de ajuste redox do corpo e a resposta à insulina.

Além dos estudos em camundongos, os pesquisadores também trataram células hepáticas humanas com CEMs por seis horas e mostraram que um marcador substituto para a sensibilidade à insulina melhorou significativamente, sugerindo que os CEMs também podem produzir o mesmo efeito antidiabético em humanos.

"Quando removemos as moléculas de superóxido do fígado, bloqueamos completamente o efeito dos CEMs no açúcar no sangue e na resposta da insulina. A evidência sugere que o superóxido desempenha um papel importante neste processo," confirmou Carter.

A equipe está trabalhando agora em um modelo animal maior para ver se os CEMs produzem efeitos semelhantes em um animal que tenha um tamanho e uma fisiologia mais semelhantes aos humanos. Seu objetivo final é passar para os ensaios clínicos com pacientes para traduzir a tecnologia em uma nova classe de terapias.

Checagem com artigo científico:

Artigo: Exposure to Static Magnetic and Electric Fields Treats Type 2 Diabetes
Autores: Calvin S. Carter, Sunny C. Huang, Charles C. Searby, Benjamin Cassaidy, Michael J. Miller, Wojciech J. Grzesik, Ted B. Piorczynski, Thomas K. Pak, Susan A. Walsh, Michael Acevedo, Qihong Zhang, Kranti A. Mapuskar, Ginger L. Milne, Antentor O. Hinton Jr., Deng-Fu Guo, Robert Weiss, Kyle Bradberry, Eric B. Taylor, Adam J. Rauckhorst, David W. Dick, Vamsidhar Akurathi, Kelly C. Falls-Hubert, Brett A. Wagner, Walter A. Carter, Kai Wang, Andrew W. Norris, Kamal Rahmouni, Garry R. Buettner, Jason M. Hansen, Douglas R. Spitz, E. Dale Abel, Val C. Sheffield
Publicação: Cell Metabolism
DOI: 10.1016/j.cmet.2020.09.012
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