Curativo elétrico cura ferimento quatro vezes mais rápido

Curativo elétrico cura ferimento quatro vezes mais rápido
Uma ferida coberta com o curativo elétrico (esquerda) curou-se quatro vezes mais rapidamente do que uma ferida sob uma atadura de controle (direita).
[Imagem: American Chemical Society]

Curativo elétrico

A pele tem uma capacidade notável de se curar.

Mas, em alguns casos, as feridas cicatrizam muito lentamente ou mesmo não se fecham, colocando a pessoa em risco de ter uma infecção e dor duradoura, além de cicatrizes.

Agora, testes com uma nova bandagem autoalimentada que gera um campo elétrico sobre uma lesão mostraram ser possível reduzir drasticamente o tempo de cicatrização de feridas cutâneas.

Já na década de 1960 pesquisadores observaram que a estimulação elétrica ajuda a curar feridas na pele. No entanto, o equipamento para gerar o campo elétrico geralmente é grande e pode requerer a hospitalização do paciente.

Weibo Cai e seus colegas da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA) estão entre as várias equipes ao redor do mundo querendo desenvolver um "curativo elétrico" que seja tão fácil de aplicar quanto os curativos comuns.

Sua grande inovação está na capacidade de sua atadura flexível em converter os movimentos da pele em um campo elétrico terapêutico, dispensando as baterias.

Curativo com gerador

Para energizar o curativo, Cai usou um nanogerador piezoelétrico, que explora um princípio semelhante ao dos "faiscadores" dos acendedores de fogão. A diferença é que é tudo flexível, um sanduíche de folhas de politetrafluoretileno (PTFE), uma folha de cobre e outra de polietileno tereftalato (PET).

O nanogerador converte os movimentos da pele, que ocorrem durante a atividade normal - mesmo da respiração -, em pequenos impulsos elétricos. Esta corrente flui para dois eletrodos, posicionados para ficarem em ambos os lados da ferida, onde o campo elétrico é aplicado - o "choque" é tão fraco que a pessoa não o sente.

A equipe testou o dispositivo colocando-o sobre ferimentos em animais de laboratório. As feridas cobertas pelo curativo elétrico fecharam em 3 dias, em comparação com 12 dias para uma bandagem de controle sem campo elétrico.

Os pesquisadores atribuem a cicatrização mais rápida das feridas à migração, proliferação e diferenciação de fibroblastos induzidas pelo campo elétrico.


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