04/06/2019

Estudantes criam jogos que ajudam idosos a exercitar a mente

Com informações da Agência Brasil
Estudantes criam jogos que ajudam idosos a exercitar a mente
Além dos jogos jogos cognitivos, tipicamente com interação visual, a equipe pretende a partir de agora trabalhar com outros efeitos sensoriais.
[Imagem: UFF/Divulgação]

Exercitar a mente

Um projeto desenvolvido por estudantes de graduação da Universidade Federal Fluminense (UFF) está ajudando a equipe médica da instituição a identificar doenças mentais em idosos e permitir que esses pacientes exercitem a mente para prevenir ou lidar com a condição.

A ideia faz parte de um projeto mais amplo que envolve sistemas para auxiliar médicos a detectar doenças que, normalmente, ocorrem mais em idosos, como a demência e o Mal de Alzheimer, o chamado comprometimento cognitivo leve.

Os estudantes desenvolveram dois jogos cognitivos, batizados de MemoGing e Jogo do Stroop.

O MemoGing é um jogo de memória no qual o paciente compara figuras geométricas com outras que aparecem na tela do computador. Já o Jogo do Stroop contribui para as pessoas exercitarem o cérebro, na medida em que apresenta palavras com os nomes das cores escritos em cores variadas, para que a pessoa diga qual é a cor que está vendo, e não o significado da palavra.

"Os resultados dos testes bateram, mais ou menos, com o que a gente encontra na literatura [médica]. Ou seja, os que têm mais idade demoram mais tempo para responder e têm mais dificuldade em acertar problemas relacionados à memória recente," contou a professora Débora Christina Muchaluat.

A equipe pretende usar os jogos como um auxílio ao tratamento, com exercícios frequentes que as pessoas possam jogar para exercitar a memória e evitar uma perda maior de memória ao longo do tempo.

Estimulação cognitiva multimodal

Além dos jogos jogos cognitivos, tipicamente com interação visual, a equipe pretende a partir de agora trabalhar com outros efeitos sensoriais, que podem ser de luz, de calor, de frio, de vento ou água, para estimular outras percepções nos idosos.

Essa estimulação, que os pesquisadores chamam de multimodal, pode estimular não só o sentido de audição e visão, mas também de tato e olfato.

"A gente pode usar o efeito de aroma para ajudar a fixar essas imagens que foram apresentadas e que vão ser perguntadas logo em seguida se foram mostradas ou não," disse Débora. A equipe já tem o equipamento exalador de aromas, planejando ter até o final deste ano um novo jogo cognitivo em testes. "Esse é o próximo [jogo], que está no forno," completou.

De acordo com a literatura médica, essa estimulação cognitiva multimodal pode trazer uma série de benefícios, ajudando, por exemplo, a reconstruir as redes neuronais e, futuramente, a recuperar até parte do que foi perdido no cérebro, restaurando essas conexões.

A equipe não divulgou se irá disponibilizar os jogos para a população.


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