26/07/2018

Exame da retina permite monitorar doença de Alzheimer

Redação do Diário da Saúde
Exame da retina permite monitorar doença de Alzheimer
Um exame da retina pode permitir monitorar a doença de Alzheimer de forma mais fácil e mais barata dos que os exames neurológicos.
[Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay]

Olho no Alzheimer

De fato, o olho pode ser uma janela para se observar degenerações cerebrais, como as causadas pela doença de Alzheimer.

A equipe da Dra Imre Lengyel, da Universidade Queens (Reino Unido), confirmou que, examinando o olho, é possível tirar conclusões importantes sobre o que está ocorrendo no cérebro.

Especificamente, imagens da retina periférica podem ser usadas no monitoramento do Alzheimer e, a se confirmar em outros experimentos, também de outras doenças neurodegenerativas.

Drusas

Usando uma tecnologia de imageamento médico conhecida como campo ultra-amplo, a equipe descobriu que há de fato várias mudanças, especialmente na retina periférica, associadas ao Alzheimer.

Uma das alterações verificadas foi uma aparência mais alta do que a normal das drusas, as "manchas" amarelas que podem ser vistas nas imagens da retina feitas por um exame oftalmológico.

As drusas são pequenos depósitos de gordura, proteínas e minerais, incluindo depósitos de cálcio e fosfato que se formam em uma camada abaixo da retina. Essas manchas são um sintoma do envelhecimento e geralmente são vistas em pessoas com mais de 40 anos. Em pequena quantidade esses depósitos são inofensivos, mas, quando aumentam em número e tamanho, contribuem para a degeneração da retina. E isso é particularmente comum entre os pacientes com Alzheimer.

Outra mudança significativa observada foi a circulação sanguínea retiniana periférica: pessoas com Alzheimer têm vasos sanguíneos mais largos perto do nervo óptico, mas que se estreitam muito mais rapidamente do que em indivíduos saudáveis conforme se caminha rumo à periferia da retina. As duas alterações podem retardar o fluxo sanguíneo e prejudicar o fluxo de nutrientes e oxigênio na retina periférica.

"O imageamento ocular é rápido, simples, bem tolerado e custa uma fração dos exames cerebrais, por isso há enormes benefícios tanto para o profissional quanto para o paciente," disse Lengyel.


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