31/03/2011

Excesso de preocupação atrapalha tratamento do câncer de mama

Redação do Diário da Saúde

Preocupação prejudicial

Algumas mulheres com câncer de mama em estágio inicial são vulneráveis ao excesso de preocupação com a recorrência do câncer.

O estudo indica que se preocupar com a recorrência do câncer pode comprometer o tratamento e a qualidade de vida da paciente.

Graças aos recentes avanços da medicina, a maioria das mulheres que são diagnosticadas com câncer de mama em estágio inicial têm um baixo risco de recorrência do câncer.

Apesar de um futuro otimista, muitas dessas mulheres manifestam o temor de que o câncer volte no futuro, mesmo antes de iniciar os tratamentos.

Informações claras

Embora alguma preocupação com a recorrência do câncer seja compreensível, para algumas mulheres essas preocupações podem ser tão fortes que acabam tendo um impacto sobre a escolha dos tratamentos, sobre a frequência com que procuram atendimento e sobre sua qualidade de vida depois que o câncer está curado.

A equipe da Dra. Nancy Janz, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, descobriu que as mulheres com maior facilidade de compreender a informação clínica que lhes foi apresentada tiveram menos sintomas da preocupação excessiva.

Aquelas que receberam cuidados mais coordenados também relataram menos preocupação com o retorno do câncer.

Pacientes menos aculturadas - como migrantes com menor capacidade de entendimento do idioma - mostraram-se particularmente vulneráveis aos altos níveis de preocupação, mostrando, segundo os pesquisadores, que o perfeito entendimento das explicações dadas pelo médico é essencial para a tranquilidade das pacientes.

Outros fatores que foram associados com mais preocupação com a volta da doença foram menor idade, maior intensidade de dor e cansaço, e pacientes submetidas a tratamento com radiação.

Excesso de preocupação

"O nível de preocupação com a volta da doença muitas vezes não é alinhado com o risco real de recorrência do câncer," disse a Dra. Janz. "Nós precisamos compreender melhor os fatores que aumentam a probabilidade de que as mulheres se preocupem e desenvolver estratégias e encaminhamentos adequados para ajudar as mulheres com excesso de preocupação."

A médica destaca que os programas para ajudar as mulheres devem ser culturalmente sensíveis e adaptados às diferenças das doentes quanto ao estilo de comunicação, apoio social e estratégias de enfrentamento.

Ela também enfatizou a importância da adequada apresentação das informações sobre riscos para as mulheres com câncer de mama, para que elas possam compreender seus próprios riscos e participar efetivamente nas decisões de tratamento.


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