Fio magnetizado detecta células de câncer

Fio magnetizado detecta células de câncer
Se aprovado para uso em humanos, o fio magnético (em cinza) seria inserido em uma veia do braço (em rosa claro) e atrairia células cancerígenas circulantes marcadas com nanopartículas magnéticas (verde claro e cinza) que são liberadas pelos tumores.
[Imagem: Sam Gambhir]

Atraindo as células do câncer

Um fio magnético capaz de capturar células tumorais circulantes, que são raras e difíceis de rastrear, pode se tornar uma técnica rápida e eficaz para a detecção precoce do câncer.

O fio muito fino, projetado para ser enfiado por uma veia, atrai nanopartículas magnéticas especiais projetadas para grudarem nas células tumorais que podem estar vagando pela corrente sanguínea se houver um tumor em algum lugar do corpo.

Com essas células tumorais essencialmente magnetizadas, o fio pode atrair as células para fora da corrente sanguínea, permitindo sua detecção e análise em equipamentos mais precisos de laboratório.

A técnica, já testada em animais de grande porte, atraiu de 10 a 80 vezes mais células tumorais circulantes do que os atuais métodos de detecção de câncer baseados em exames de sangue, o que a torna uma ferramenta valiosa para detectar a doença mais cedo.

Tem havido um grande esforço para desenvolver técnicas para detecção do câncer por meio de exames de sangue, mas a maioria das abordagens usadas até agora se baseava em biochips.

Bactérias, DNA ou tumores

A técnica do fio magnetizado poderá até mesmo ajudar os médicos a avaliar a resposta de um paciente a tratamentos específicos de câncer: Se a terapia estiver funcionando, os níveis de células tumorais no sangue devem aumentar à medida que células morrem e o tumor perde coesão.

"[O fio magnetizado] poderá ser útil em qualquer outra doença na qual existam células ou moléculas de interesse no sangue. Por exemplo, digamos que você esteja verificando uma infecção bacteriana, DNA tumoral circulante ou células raras que são responsáveis pela inflamação - em qualquer desses cenários, o fio e as nanopartículas ajudam a enriquecer o sinal e, portanto, detectam a doença ou a infecção," disse o Dr. Sam Gambhir, da Escola de Medicina da Universidade de Stanford (EUA).

Os resultados em animais de grande porte, prévios aos testes em humanos, foram descritos em um artigo publicado na revista Nature Biomedical Engineering.


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