13/08/2019

Ilusão de óptica produz resposta real no olho

Redação do Diário da Saúde
Ilusão de óptica produz resposta real no olho
Não há nenhum brilho real no centro das duas figuras - mas sua pupila se contrai para se proteger desse brilho imaginário.
[Imagem: Yuta Suzuki et al. - 10.1016/j.actpsy.2019.102882]

Ilusão de brilho

Uma ilusão de óptica não é tão-somente uma ilusão: ela pode ter efeitos fisiológicos reais, nada ilusórios.

Foi o que demonstrou um estudo sobre a ilusão de brilho, uma ilusão de óptica que possui um gradiente de luminância em direção ao centro, o que resulta na percepção de que o centro é mais claro.

Pesquisadores das universidades de Tecnologia de Toyohashi (Japão) e Oslo (Noruega) não ficaram só nos relatos e impressões, e decidiram medir o brilho percebido pelas pessoas monitorando a resposta de sua pupila enquanto esses voluntários observavam ilusões de brilho em uma variedade de cores.

O resultado mostrou que a ilusão de brilho gera uma redução real da pupila de acordo com o grau de percepção do brilho.

Além disso, a ilusão de brilho azul foi percebida como a mais brilhante entre todas as cores - e as pupilas dos voluntários se contraíram significativamente mais do que na observação do efeito em outras cores.

Ilusão de óptica produz resposta real no olho
Em qual das cores você percebe o maior brilho?
[Imagem: Yuta Suzuki et al. - 10.1016/j.actpsy.2019.102882]

Percepção objetiva de brilho

Yuta Suzuki e seus colegas levantam a hipótese de que a ilusão de brilho azul seria percebida como a mais brilhante porque a cor azul é mais associada ao céu, e a luz do Sol tipicamente parece ter um gradiente de luminância.

Em outras palavras, a equipe supõe que o sistema visual humano depende de previsões baseadas na ecologia para interpretar o input visual. Mas isso é só uma hipótese. O concreto é que o estudo pode levar a um método objetivo para aferir fenômenos visuais.

"A percepção subjetiva do brilho é um fenômeno individual que não pode ser compreendido pelos outros. Isto é, só podemos confiar na percepção de brilho relatada pelas pessoas. Neste estudo, nós vimos uma correlação entre percepção de brilho e contração da pupila, e este é um novo desenvolvimento que pode ser usado como um índice para avaliar a percepção objetiva de brilho," resumiu o professor Tetsuto Minami, coordenador da equipe.


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