03/08/2018

Olho artificial em chip permitirá estudar degeneração macular

Redação do Diário da Saúde
Olho artificial em chip permitirá estudar degeneração macular
Chip microfluídico usado para imitar in vitro a funcionalidade da retina.
[Imagem: UTwente]

Retina artificial

Um fragmento vivo da retina dentro de um chip, funcionando como um modelo para o olho, permitirá a pesquisa de doenças oculares, bem como o desenvolvimento de estratégias de tratamento personalizadas.

Andries van der Meer e seus colegas da Universidade de Twente (Holanda) esperam que, usando seu "olho em um chip", seja possível descobrir um tratamento menos invasivo para a perda de visão causada pela degeneração macular.

Este é mais um "organoide", ou "órgão em um chip", uma tecnologia que está permitindo pesquisas mais precisas do que os experimentos com cobaias.

Embora a retina tenha uma estrutura em camadas, com uma complexa regulação de fluidos, e consuma muita energia, a equipe demonstrou que sua função básica pode ser imitada em um biochip, que permite alimentar o tecido usando técnicas microfluídicas.

Olho em um chip

A tecnologia de olho em um chip será inicialmente usada para pesquisar a degeneração macular, uma doença ocular que ocorre principalmente em idades mais avançadas, causada por um desgaste que começa na mácula, no centro da retina. O tratamento atual consiste em injeções regulares no olho, uma terapia que é invasiva e estressante.

No biochip, várias alternativas poderão ser comparadas sem a necessidade de testes com pacientes e com menos testes em animais.


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