25/02/2019

Milhões de pacientes fazem mais testes de glicemia que o necessário

Kara Gavin - Michigan Medicine
Milhões de pacientes com diabetes fazem mais testes de glicemia do que o necessário
Mark Fendrick afirma que as pessoas podem estar gastando dinheiro desnecessariamente com exames que não precisam.
[Imagem: Umich]

Testes de glicemia sem necessidade

Para as pessoas com diabetes tipo 2, a tarefa de testar o açúcar no sangue com uma picada na ponta dos dedos torna-se parte da vida cotidiana.

Mas médicos e cientistas estão dizendo agora que alguns desses pacientes estão fazendo esses exames com mais frequência do que o necessário.

A pesquisa mostra que 14% das pessoas com diabetes tipo 2 que não precisam de insulina estão comprando tiras de teste suficientes para testar o açúcar no sangue duas ou mais vezes por dia - quando não precisam nem perto dessa frequência segundo as diretrizes médicas atuais.

Isso custa dinheiro, tempo, algumas vezes preocupações, sem contar o incômodo da picada. Multiplicados pelos milhões de pessoas que têm diabetes tipo 2, essa constatação significa milhões de testes desnecessários de açúcar no sangue e milhões de reais gastos sem um bom motivo.

Exames sem benefícios

O estudo, publicado no JAMA Internal Medicine por uma equipe da Universidade de Michigan (EUA), concentrou-se na identificação de um subconjunto de pessoas com diabetes tipo 2 que não obtêm um benefício do acompanhamento diário dos níveis de açúcar no sangue.

Isso inclui tanto pacientes que não tomam medicamentos para reduzir o açúcar no sangue, quanto aqueles que tomam medicamentos orais que não requerem monitoramento.

O estudo não incluiu pacientes que claramente precisam de monitoramento diário: Aqueles que precisam injetar insulina e aqueles que tomam medicamentos que correm o risco de causar níveis muito baixos de açúcar no sangue.

"As economias resultantes da redução do uso de cuidados desnecessários - como testes desnecessários de glicemia feitos em casa - podem criar um 'espaço' para gastar mais em serviços clínicos que precisamos comprar com mais frequência," disse o pesquisador Mark Fendrick.

O professor Kevin Platt, coordenador do estudo, adverte que cada paciente é diferente, e ninguém deve parar de testar seu nível de açúcar no sangue sem primeiro falar com seu médico.


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