06/01/2020

Partos na água são seguros para a mãe e para o bebê

Redação do Diário da Saúde
Partos na água são para a mãe e para o bebê
Durante o parto na água, é importante não submergir bebês novamente depois que ele vem ao ar.
[Imagem: Umich/Divulgação]

Nascimento na água

Os partos na água não são mais arriscados do que os tradicionalmente realizados nos hospitais.

E mais: as mulheres do grupo da água sofrem menos lesões de primeiro e segundo graus durante o parto.

Pesquisadores analisaram 397 nascimentos aquáticos e 2.025 nascimentos "terrestres" de duas práticas de obstetrícia.

Não houve diferenças nos resultados entre o parto na água e o terrestre para internações em terapia intensiva neonatal, e as taxas de hemorragia pós-parto foram semelhantes nos dois grupos.

"O importante é que, se você usar técnicas adequadas, os resultados são muito bons," disse Lisa Kane Low, professora de enfermagem da Universidade de Michigan (EUA). "Os resultados refletem o que vemos em estudos internacionais sobre partos na água."

Parto na água

No parto na água, a mulher dá à luz em uma banheira cheia de água, em vez de em uma cama.

Poucos hospitais ou centros de parto oferecem partos na água por causa de um temor de risco para o recém-nascido, sugerido principalmente por estudos de caso de infecções neonatais ou rompimento do cordão umbilical.

As organizações profissionais tendem a concordar que as mulheres em trabalho de parto devem ter acesso à água para conforto, mas nem todas apoiam o parto na água. Isso significa que os hospitais devem obrigar as mulheres a deixar a banheira antes do nascimento.

Durante um parto na água, os bebês respiram pela primeira vez quando removidos da banheira. Até então, seus pulmões estão cheios de água, que é deslocada quando atingem o ar e respiram. O cordão umbilical conectado fornece oxigênio.

Cuidados no parto na água

Durante o parto na água, é importante não submergir bebês novamente depois que ele vem ao ar.

Na prática da equipe responsável por este estudo, os bebês nasceram na água e foram retirados quase que imediatamente. A mãe e o bebê saíam da banheira com ajuda dos profissionais de saúde ou acompanhantes e eram protegidos por cobertores quentes. Tudo isso foi feito normalmente antes da retirada da placenta, para que a perda de sangue pudesse ser calculada com mais precisão.

Segundo a professora Ruth Zielinski, coordenadora da equipe, são necessários mais estudos para entender o nível de satisfação das mulheres que têm partos na água. E, dada a confirmação da segurança, que mais instalações deveriam oferecer parto na água e ter diretrizes para implementá-lo.

Checagem com artigo científico:

Artigo: A retrospective comparison of waterbirth outcomes in two United States hospital settings
Autores: Joanne M. Bailey, Ruth E. Zielinski, Cathy L. Emeis, Lisa Kane Low
Publicação: Birth
DOI: 10.1111/birt.12473

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