21/09/2020

Radiação eletromagnética pode estar derrubando caças e matando pilotos, diz DARPA

Redação do Diário da Saúde
Radiação eletromagnética pode estar derrubando caças e matando pilotos, diz DARPA
São 65 caças acidentados e 101 mortes atribuíveis à radiação eletromagnética dos aviões militares.
[Imagem: skeeze/Pixabay]

Radiação eletromagnética derrubando caças

As forças armadas do mundo todo podem ter outra preocupação além dos seus inimigos.

Um boletim da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos EUA (DARPA) emitiu um alerta de que os campos eletromagnéticos e de radiofrequência gerados pela parafernália tecnológica a bordo dos aviões militares parece estar "afetando a capacidade de pensar" dos pilotos.

E os efeitos dessa radiação eletromagnética não são pequenos.

Segundo a DARPA, "a desorientação espacial nos pilotos da Força Aérea dos EUA foi responsável por 72 acidentes Classe A, 101 mortes e 65 aeronaves perdidas" entre 1993 e 2013.

Os comitês de apuração indicaram que a causa mais provável para tantos casos são os campos eletromagnéticos gerados pelas próprias aeronaves - a hipótese é que "os campos RF e EM da cabine dos caças podem causar saturação de tarefas, priorização incorreta, complacência e desorientação espacial", segundo relatório da DARPA.

Efeitos sobre os pilotos

Sem dados mais concretos, a agência decidiu iniciar um projeto de pesquisa, que tentará dar maior sustentação a essas suposições.

O projeto foi batizado de Iceman, "homem de gelo" em tradução direta, mas que na verdade é uma sigla em inglês para "impacto do campo eletromagnético da cabine de comando na neurologia da tripulação".

"Os cockpits atuais são inundados com ruído de radiofrequência (RF) das emissões a bordo, links de comunicação e eletrônicos de navegação, incluindo campos eletromagnéticos (EM) fortes de fones de ouvido e tecnologias de rastreamento no capacete. No entanto, os campos EM e as ondas de rádio nos cockpits não são monitorados atualmente, com pouco esforço sendo feito para proteger os pilotos desses campos, e os impactos potenciais desses campos sobre a cognição não foram avaliados," diz o documento da DARPA.

Com duração de dois anos, o projeto tentará avaliar se as ondas de rádio e os campos eletromagnéticos estão de fato prejudicando o "funcionamento fisiológico" dos pilotos e também envolverá empresas privadas, já que os pilotos da aviação civil também podem estar sendo afetados.

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