28/08/2019

Repelente para aplicação na roupa dura até 12 horas

Com informações da Unicamp
Repelente para aplicação na roupa dura até 12 horas
Outra linha de pesquisas na área está criando repelentes a partir de uma planta amazônica.
[Imagem: Museu Goeldi/Redenamor]

Repelente para uso na roupa

Pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) desenvolveram uma tecnologia que age como repelente para ser utilizada em roupas, tecidos e superfícies como paredes - e não mais apenas sobre a pele, como os repelentes comuns.

A tecnologia, que já está disponível para licenciamento para empresas interessadas em fabricar o produto, utiliza o mesmo tipo de repelente já presente no mercado, mas com liberação mais lenta, o que garante uma proteção prolongada.

Os repelentes são os mesmos usados para proteção contra o pernilongo Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

"O diferencial é que, através de técnicas de laboratório (polimerização em miniemulsão), conseguimos imobilizar o repelente DEET para que ele evapore mais lentamente, já que um dos problemas dos produtos convencionais é que o composto evapora rapidamente e/ou é absorvido pela pele, necessitando aplicações frequentes do repelente.

"Ao ser aplicado sobre superfícies (incluindo tecidos), consegue-se uma liberação sustentada da substância para o ar por até 12 horas," explicou a pesquisadora Liliane Ferrareso Lona, responsável pela tecnologia.

Evitar o uso de repelente na pele

A inovação consistiu no uso da nanotecnologia, encapsulando o repelente DEET em partículas nanométricas de polímero, o que torna sua evaporação mais lenta.

"A restrição da evaporação dos compostos repelentes é possível com a introdução de uma barreira física entre eles e o ar através da encapsulação. A encapsulação dessas substâncias e o seu uso como repelentes ambientais em tintas ou em impregnação de tecidos surge como uma alternativa promissora que permite prolongar o efeito repelente desses compostos através da liberação sustentada," disse o pesquisador Guilherme Martinate Gomes.

A equipe ressalta que um dos pontos altos da tecnologia é o fato de poder ser utilizada por crianças e mesmo recém-nascidos, excluindo a necessidade de uso do repelente diretamente na pele. Mesmo que substâncias repelentes sejam eficazes com aplicação na pele em forma de loção, seu uso é restrito e não há ação prolongada.

"Isso seria vantajoso no caso de alergias, ou para proteção de bebês, por exemplo, já que existem estudos que relacionam o DEET aplicado diretamente sobre a pele a doenças neurológicas", justifica Liliane. "A utilização de repelentes de insetos é uma medida preventiva fundamental para que a transmissão de doenças como a dengue, malária e chikungunya seja evitada."


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