14/01/2009

Reposição hormonal apresenta mais riscos que benefícios para mulheres

Redação do Diário da Saúde

Riscos prolongados

Novos resultados de uma pesquisa feita pela Women's Health Initiative (Iniciativa pela Saúde da Mulher) confirmam que os riscos à saúde das mulheres do uso a longo prazo da terapia hormonal combinada (estrogênio mais progestina) persistem mesmo anos depois da interrupção do medicamento e claramente superam os seus benefícios.

Os pesquisadores relatam que, cerca de três anos depois que as mulheres pararam de tomar a terapia hormonal combinada, muitos dos efeitos dos hormônios sobre a saúde, como o aumento do risco de doenças cardíacas, haviam diminuído, mas o risco geral, incluindo o risco de derrame, coágulos sangüíneos e câncer, permaneceram altos.

Maior risco de câncer

"As boas notícias é que, depois que as mulheres param de tomar a terapia hormonal combinada, seu risco de doenças do coração parece diminuir," diz a Dra. Elizabeth G. Nabel.

"Entretanto, estas descobertas também indicam que as mulheres que tomam estrogênio mais progestina continuam com um maior risco de câncer de mama, mesmo anos depois de interromper a terapia. O relatório publicado hoje confirma as conclusões primárias do estudo de que a terapia hormonal combinada não deve ser utilizada para prevenir doenças em mulheres saudáveis após a menopausa," conclui ela.

As novas descobertas resultam do acompanhamento de 15.730 mulheres com útero intacto, com idades entre 50 e 79 anos no início do estudo. As terapias com o grupo que recebeu os hormônios foram interrompidas em 2002, depois de uma média de 5,6 anos de tratamento, devido a um aumento na incidência do câncer de mama.

Estilo de vida saudável

"Nós continuamos a encorajar as mulheres a utilizar hormônios somente se necessário para os sintomas da menopausa, e pelo tempo mais curto possível, e para adotar a manter um estilo de vida saudável, ou seja, se engajar em atividades físicas regulares, manter um peso corporal saudável, consumir uma dieta com baixo índice de gordura insaturada e não fumar," recomenda a Dra. Marcia Stefanick, co-autora do estudo.


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