17/05/2019

Nova técnica descobre rapidamente princípio ativo de produtos naturais

Redação do Diário da Saúde
Nova síntese química acelera identificação de princípio ativo de produtos naturais
A equipe demonstrou sua nova abordagem com a gracilina A, um produto natural derivado de uma esponja do mar.
[Imagem: Abbasov et al. - 10.1038/s41557-019-0230-0]

Extração de princípio ativo

Uma nova estratégia de síntese química para coletar a rica informação encontrada em produtos naturais - princípios ativos de plantas medicinais, por exemplo - levou à identificação de novos compostos com potencial para proteger seletivamente os neurônios.

Esses compostos simples são importantes para o desenvolvimento de tratamentos para doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, ou para impedir que o sistema imunológico rejeite transplantes de órgãos, afirmam Daniel Romo e seus colegas da Universidade Baylor (EUA), que publicaram sua nova estratégia na revista Nature Chemistry.

E este é apenas o primeiro exemplo do uso da técnica inovadora.

Os pesquisadores alertam que, por enquanto, eles obtiveram apenas "potenciais fármacos", e não medicamentos prontos para uso, e que as possíveis aplicações da nova rota de aproveitamento dos princípios ativos naturais provavelmente levarão anos em cada aplicação e exigirão a participação de empresas farmacêuticas.

Mas a pesquisa é significativa porque a estratégia para capturar esses candidatos a medicamentos tem o potencial de reduzir largamente o tempo que leva para sair de um produto natural complexo inicial até versões sintéticas simples, adequadas para o desenvolvimento rumo a medicamentos prontos para venda.

Farmacóforo

A equipe demonstrou sua nova abordagem com a gracilina A, um produto natural derivado de uma esponja do mar, que outros pesquisadores descobriram ter potencial medicinal, mas cuja estrutura e relações de bioatividade ainda eram desconhecidas.

O método sintético simplificado foi batizado de "retrossíntese dirigida por farmacóforo" - farmacóforo é a estrutura mínima necessária para a atividade de uma molécula bioativa.

O principal objetivo é partir do produto natural até identificar a versão mais simples que ainda retém a bioatividade de interesse.

Romo disse que espera que as empresas farmacêuticas considerem a estratégia atraente e voltem novamente sua atenção para os produtos naturais como base para a descoberta de novos medicamentos, além das abordagens mais tradicionais atualmente praticadas.


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