18/05/2020

Tratamento alternativo alivia depressão em 90% dos participantes

Redação do Diário da Saúde
Terapia magnética alivia depressão em 90% dos participantes
A equipe otimizou a técnica anterior de estimulação magnética do cérebro, já aprovada pelas autoridades de saúde.
[Imagem: Steve Fisch]

Estimulação magnética contra depressão

Uma nova técnica de estimulação magnética do cérebro aliviou rapidamente os sintomas de depressão grave em 90% dos participantes de um pequeno estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford (EUA).

Os pesquisadores estão otimistas de que a segunda etapa, que será feita com um número mais significativo de pacientes, seja igualmente eficaz no tratamento de pessoas cuja condição não melhorou com medicamentos, com terapia de conversação ou mesmo outras formas de estimulação eletromagnética.

O tratamento é chamado SAINT (Stanford Accelerated Intelligent Neuromodulation Therapy). É uma forma de estimulação magnética transcraniana já aprovada pelas autoridades de saúde para o tratamento da depressão, embora tenham havido resultados controversos nos estudos feitos em outros países.

Os pesquisadores afirmam que sua terapia "inteligentes e acelerada" melhora os protocolos atuais aprovados, aumentando o número de pulsos magnéticos, acelerando o ritmo do tratamento e direcionando os pulsos de acordo com os neurocircuitos de cada indivíduo.

Superou o padrão ouro

Antes de se submeter à terapia, todos os 21 participantes do ensaio estavam gravemente deprimidos, de acordo com vários testes de diagnóstico para depressão.

Ao fim do tratamento, 19 voluntários (90,4%) alcançaram marcadores dentro da faixa não-deprimida. Embora todos os participantes tivessem pensamentos suicidas antes da terapia, nenhum deles relatou ter pensamentos suicidas após o tratamento.

Nenhum dos 21 participantes havia experimentado melhorias com medicamentos, estimulação magnética transcraniana aprovada ou terapia eletroconvulsiva.

Os únicos efeitos colaterais da nova terapia foram fadiga e algum desconforto durante o tratamento.

"Nunca houve uma terapia para a depressão resistente ao tratamento que quebrou as taxas de remissão de 55% em testes abertos," disse o professor Nolan Williams. "A terapia eletroconvulsiva é considerada o padrão ouro, mas tem apenas uma taxa média de remissão de 48% na depressão resistente ao tratamento. Ninguém esperava esse tipo de resultado".

Os pesquisadores estão agora conduzindo um ensaio clínico maior, duplo-cego, no qual metade dos participantes está recebendo tratamento falso.

Checagem com artigo científico:

Artigo: Stanford Accelerated Intelligent Neuromodulation Therapy for Treatment-Resistant Depression
Autores: Eleanor J. Cole, Katy H. Stimpson, Brandon S. Bentzley, Merve Gulser, Kirsten Cherian, Claudia Tischler, Romina Nejad, Heather Pankow, Elizabeth Choi, Haley Aaron, Flint M. Espil, Jaspreet Pannu, Xiaoqian Xiao, Dalton Duvio, Hugh B. Solvason, Jessica Hawkins, Austin Guerra, Booil Jo, Kristin S. Raj, Angela L. Phillips, Fahim Barmak, James H. Bishop, John P. Coetzee, Charles DeBattista, Jennifer Keller, Alan F. Schatzberg, Keith D. Sudheimer, Nolan R. Williams
Publicação: American Journal of Psychiatry
DOI: 10.1176/appi.ajp.2019.19070720

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