Universidade de Alagoas vai pesquisar cura da ELA com células-tronco

Esclerose Lateral Amiotrófica

A Universidade Federal de Alagoas (UFAL) está construindo um laboratório para pesquisar novos tratamentos para a esclerose lateral amiotrófica (ELA) a partir de células-tronco, além de oferecer atendimento especializado no hospital universitário da instituição.

A instituição recebeu R$ 2,3 milhões do Ministério da Saúde para instalar os serviços e os trabalhos devem começar ainda neste ano.

A pesquisa terá como objetivo buscar novos medicamentos que possam ser usados no tratamento da ELA. "A nossa expectativa é aumentar a biblioteca de fármacos, fazer bateria de ensaios e, quem sabe, encontrar algum fármaco promissor", diz o professor Marcelo Duzzioni, coordenador do projeto do centro de referência.

As pesquisas devem começar a ser feitas no começo do ano que vem, quando o laboratório já estará equipado e eles já terão as células-tronco à disposição. Em dois ou três meses, a equipe deverá ter os primeiros resultados. "Vamos usar células-tronco de pacientes portadores de ELA para identificar compostos que retardam ou bloqueiam as alterações dessas células que caracterizam a doença", disse Marcelo.

Já centro de tratamento de referência no hospital universitário deverá começar a funcionar neste ano. "Hoje, a melhor forma de trabalhar não é com fármaco, porque é ineficaz, mas com equipe. A nossa intenção é espalhar esse atendimento para a região Nordeste, que não tem centro de referência," disse Marcelo.

ELA

A ELA é provocada pela degeneração progressiva de neurônios motores, responsáveis pelo controle da musculatura do corpo. Pacientes com a doença sofrem paralisia gradual e morte precoce como resultado da perda de capacidades cruciais como falar, movimentar, engolir e até mesmo respirar.

Mesmo depois de 130 anos do primeiro diagnóstico da ELA, sua cura permanece desconhecida. Atualmente, o único medicamento disponível é o Riluzol, que age para diminuir o desconforto dos pacientes com ELA, mas não reduz de forma significativa a progressão e aumenta em, no máximo, três meses a sobrevida de quem sofre com a doença.

Apesar de rara, há atualmente no país 14 mil pacientes diagnosticados com a doença. Desde 2009, o Ministério da Saúde, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), oferece assistência e medicamentos gratuitos aos pacientes, com base no que está cientificamente comprovado.


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